Internacional

ELEIÇÕES MUNICIPAIS CHILE

Dura derrota oficial em favor da direita

Três eixos chave: o deslocamento a direita depois das ilusões quebradas om as promessas de reformas. O aprofundamento da crise do regime com 65% de abstenção. A irrupção da nova esquerda de Frente Ampla.

terça-feira 25 de outubro| Edição do dia

Um deslocamento a direita

Ao momento do fechamento desta nota, na votação para prefeitos, a direita supera a nova maioria com 38,6% dos votos contra 37,3%. Este resultado se dá pela primeira vez desde o fim da ditadura.

Também, a direita ganhou lugares emblemáticos na região metropolitana, como em Santiago derrotando Carolina Toha em mãos de RN Felipe Alessandri, em Maipú derrotando o ex DC Vittori em mãos da independente para o UDI Kathy Barriga, em Providência derrotando Josefa Errázuriz em mãos da histórica UDI Evelyn Matthei. A direita manteve Ñuñoa, Puente Alto, entre outros lugares emblemáticos e populosos. Dentro da nova maioria, o PC, ainda que busca consevar Recoleta com Daniel Jadue, perde Pedro Aguirre Cerda que dirigia Claudina Nuñez.

Também a direita triunfa na disputa pelas apitais regionais com 8 triunfos (Iquique, Antofagasta, Santiago, Rancagua, Talca, Temuco, Valdivia y Punta Arenas), contra cinco do oficialismo (La Serena, Concepción, Puerto Montt, Coquimbo y Coyhaique).

Este triunfo da direita é a derrota do caminho escolhido com as promessas de reforma da Nueva Maioria que foram moderando até diretamente enterra-las, como com a reforma trabalhista que terminou sendo pior que o código trabalhista da ditadura, ou com uma reforma educacional estancada que mantém o mercado da educação.

A direita já havia sido derrtada eleitoralmente frente o governo de Piñera, e ainda que agora volte a cobrar força sua nova candidatura, o futuro político se apresenta incerto, diante das impugnações as gerências da ditadura como com as mobilizções por NO+AFP, e as opressões como as mobilizações por Ni Una a Menos, que não acabam, adquirem novas formas, demndas e força.

Se aprofunda a crise do regime

Em alguns luares a abstenção se elevou até 65%. Isto quer dizer que os candidatos eleitos o foram com entre 15 e 15% do universo de votantes. Do total e em números absolutos, até o momento baixaram 900.000 votos, aproximadamente 4,8 mihões de pessoas (em 1992 cotaram 7.040.753 de pessoas, em 2012 o fizeram 5.790.916). Sobre um universo de 13,5 milhões de pessoas, a abstenção se elevaria até 64% nas anteriores municipais de 2012, foi quase 60%.

Os casos de corrupção, a intransigência frente as demandas postas nas ruas, mostram um abismo entre a casta de autoridades e o povo trabalhador.

A irrupção da nova esquerda de Frente Ampla

Ainda que haja um deslocamento a direita, a alta abstenção e as demandas e mobilizações que atravessam o Chile, mostram que é uma expressão eleitoral frágil.

Que se buscam também expressões pela esquersa. Há meses se desenrola um processo de convergência que se conhece com Frente Ampla, entre organizações como Revolução Democrática do deputado Giorgio Jackson, Movimento Autonomista do deputado Gabriel Boric, o partido humanista, Nueva Democracia do ex dirigente sindical Cristian Cuevas, Esquerda Libertária, entre outros. Apresentaram algumas candidaturas. E obtiveram um importante triunfo, ganhando o munícipio de Valparaíso, ainda que com uma abstenção de 71% lhes confira porjeções nacionais frente as eleições parlamentares. Seu candidato do movimento Autonomista do deputado Jorge Sharp obteve 53% dos votos, deixando um humilde segundo lugar ao DJ Mandes da Nova Maioria com 22%e em terceiro ao atual prefeito UDI Jorge Castro com 22%.

Contraditoriamente com o deslocamento a direita nos resultados gerais, as projeções da esquerda e os debates em seu interior sobre o caminho a seguir, ganharam forças.




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