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“Dragão” da Lava Jato avança sobre a Odebrecht

quinta-feira 10 de novembro| Edição do dia

O cálculo da lavagem chega a mais de R$50 milhões, envolvendo o lobista Adir Assad, que já estava preso, e o advogado Rodrigo Tacla Duran, que tem cidadania espanhola e não pisa no Brasil desde abril. As acusações passam por corrupção, manutenção não declarada de valores no exterior, lavagem de dinheiro em operações dolar-cabo em contas secretas e empresas de faixada no exterior. Rodrigo Duran, atuava no “setor da propina” da Odebrecht e foi acusado de operar mais de 12 contas no exterior durante anos.

O nome “Dragão” vem do nome dado pelo advogado Rodrigo Duran em seus registros nas transações. O dinheiro era repassado para as empresas de faixada no exterior e retornava com destino a propinas visando aumentar a influencia das empreiteiras dentro da Petrobrás, pagando funcionários públicos e agentes políticos. Tornando visível que tais operações foram efetuadas para beneficiar uma parte da burguesia nacional que controlava essas empreiteiras, como a Odebrecht, que é alvo de Moro desde Coritiba. Entretanto, o método dos capitalistas é apenas reforçado, afastando cada vez mais a Oderecht da Petrobrás e limpando o campo para as multinacionais sugarem cada vez mais o petróleo brasileiro.

O advogado que hoje encontra-se na Europa, já tem seu nome na lista da Interpol desde setembro deste ano. Soma-se a outros casos que envolvem a empresa nas investigações da Lava Jato, assim como outros nomes citados que ficaram fora do país por sua dupla cidadania.




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