Dr. Rey, candidato pelo conservador PRB, é denunciado por assédio sexual em Lorena/SP

O cirurgião plástico, apresentador de tv e candidato à deputado federal pelo Partido Republicano Brasileiro, nessas eleições manipuladas, segue expressando seu discurso conservador e sua prática desrespeitosa e machista.

quinta-feira 20 de setembro| Edição do dia

As eleições de 2018, que acontecem em uma conjuntura de crise e de aprofundamento do golpe institucional, vem demonstrando e reafirmando como o sistema eleitoral acompanha a degeneração daquele que o mantém, o estado capitalista. Na última segunda feira (17), Roberto Miguel Rey Junior, conhecido como Dr. Rey iria participar como palestrante em um evento sobre estética e comunicação no Centro Universitário Teresa D’ávila (UNIFATEA) na cidade de Lorena, região do Vale do Paraíba em São Paulo. Iria, pois segundo a instituição o evento foi cancelado por problemas administrativos, porém, não foi o que se expressou na página oficial do Centro Universitário. Muitos estudantes mostraram sua indignação contra o ocorrido, denunciando o real motivo do cancelamento do evento. Uma universitária de 19 anos que cursa Jornalismo, e preferiu ter sua identidade preservada, prestou queixa na Delegacia de Defesa da Mulher contra o candidato por assédio sexual. Segundo a jovem, durante a tentativa de realizar uma entrevista com o “cirurgião-celebridade”, ele a segurou pela cintura sem consentimento e a beijou. Na mesma noite, um outro vídeo que mostra uma abordagem do cirurgião contra outra estudante viralizou na web, nas imagens é possível ver Dr. Rey abraçando a estudante e fazendo menção de beijá-la, ela se afasta o impedindo de concretizar o ato, ele ainda acaricia os cabelos da jovem e a toca no rosto. Após a repercussão negativa diante do ocorrido o vídeo foi apagado. Nem o Centro Universitário, nem o candidato e muito menos o partido que o lança ao pleito quiseram se pronunciar diante do ocorrido.

O PRB que apoia a candidatura do ex-prefeito João Doria ao governo do estado, fechou recentemente uma coligação de golpistas denominada “Acelera São Paulo”, composta pelos partidos: PSDB, PSD, PTC, PP e Democratas. Numa evidente demonstração de desrespeito as mulheres, o cirurgião cumpre o papel nefasto de naturalizar a violência de gênero e assim tentar aumentar seu eleitorado dentro de um setor conservador ligado à igreja e apoiado à práticas machistas que defendem a falaciosa ideia da “família tradicional brasileira”.

As mulheres representam 49,56% da população mundial e atualmente movem 40% da força de trabalho global, é necessário canalizar essa força para que possamos assumir os desafios da luta das mulheres na perspectiva do feminismo socialista e da independência de classe. Devemos preparar a luta contra o avanço do autoritarismo judiciário nessas eleições manipuladas, contra o avanço da direita que retira todos nossos direitos, a exemplo da aprovação da terceirização irrestrita e contra os discursos de ódio da extrema direita apoiados nas barbaridades que Bolsonaro fala contra os trabalhadores, as mulheres, os negros e os LGBTs. Não devemos nos calar diante da exploração e opressão estruturada pelo patriarcado, sejamos consequentes com a profundidade do tema. Como parte desta luta o Pão e Rosas atua nessas eleições com candidaturas anticapitalistas que defendem em primeiro lugar o direito do povo decidir em quem votar, apesar de não apoiarmos o voto no PT, e exigimos dos partidos de esquerda, movimento de mulheres e centrais sindicais um forte movimento de luta pela separação entre o Estado e as igrejas e pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito.




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