Política

JOÃO DÓRIA

Dória vai dar lixo produzido pelas empresas de alimentos para população pobre

quarta-feira 11 de outubro| Edição do dia

João Dória, prefeito de São Paulo, tenta implementar um novo programa para alimentação chamado “Alimento Para Todos”. Esse programa será realizado com a associação à plataforma Sinergia. A plataforma Sinergia é responsável por oferecer para as populações em situação de miséria algo que não pode ser chamado de alimento: são restos de comida, que não são vendidos pelas empresas e colocados nas prateleiras do supermercado. Ou seja, ao invés da empresa perder os resíduos dos produtos por ela produzidos, irá distribuí-los para a população pobre de São Paulo, com apoio de Dória.

Esse tipo de alimento é chamado de Farinata, que é segundo a executiva da plataforma Sinergia, Rosana Perrotta, “alimentos que não são comercializados supermercados e varejo em geral. São alimentos que estão em datas críticas de seu vencimento ou fora do padrão de comercialização, produzindo com eles a Farinata.” A farinata é nada mais do que uma massa granulada obtida a partir de restos de alimentos prestes a vencer e não comercializados pelas empresas e redes de supermercado.

Rebatizada de Allimento, a Farinata é dada às populações sob condição extrema de fome ou que passaram por alguma catástrofe naturais ou humanas. Agora, João Dória distribuirá para a população pobre de São Paulo o lixo químico produzido pelas indústrias alimentícias.

Na página a Plataforma Sinergia, eles se auto-definem como algo que tenta conciliar os interesses as empresas e as necessidades básicas das pessoas, entretanto, a verdade é que junto a Dória, que já ataca brutalmente as merendas das crianças paulistanas, distribuirá algo que não pode nunca ser chamado de alimento.

Outra desculpa para aqueles que querem alimentar as pessoas com a farinatta é que é positivo para a redução de resíduos sólidos, ou seja, darão aos pobres o lixo que as empresas não conseguem lucrar em cima, mascarando como uma política de alimentação e ambiental completamente absurda.

Diana Assunção, dirigente do MRT e fundadora do grupo de mulheres Pão e Rosas, declarou ao Esquerda Diário: "Doria mostra mais uma vez quanto desprezo sente pela população pobre. Para engrossar seus acordos com empresários, permite que estes descartem seu lixo industrial como se fosse alimentação adequada, buscando esconder a ausência de acesso dos setores mais oprimidos da população a uma alimentação saudável. Não espanta, depois do escândalo da merenda na rede pública municipal, denunciado pela professora Marcella Campos, em que o prefeito tucano teve a política de racionamento de comida para as crianças, impedindo-as de repetir a refeição, alegando razões consideradas absurdas por amplo espectro de nutricionistas. Toda a população deve ter acesso à alimentação de qualidade, de forma gratuita e garantida pelo governo. Não é o que propõe o ’gestor’ Doria, cujo projeto incessante de ataques na cidade de SP é uma antecipação do que pretende fazer em todo o país, em seu projeto presidencial: deixar a vida das pessoas mas mãos dos capitalistas. Repudiamos essa medida e exigimos atacar os interesses dos grandes empresários da alimentação para que a população possa ter acesso a uma nutrição adequada"




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