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Doria recua em fechamento de escola em Barueri após estudantes ocuparem o prédio

Estudantes da E. E. Prof. Lênio Vieira, em Barueri, ocuparam a escola na noite de segunda-feira (17) contra seu fechamento e realocação de professores e alunos. Durante a madrugada, a Secretaria de Estadual de Educação emitiu ofício recuando neste ataque.

terça-feira 17 de dezembro de 2019| Edição do dia

Ontem (16), alunos da E. E. Prof. Lênio Vieira, em Barueri, ocuparam sua escola contra o fechamento anunciado pela Diretoria de Ensino da Região de Itapevi, a serviço do Governador do Estado de São Paulo, João Doria.

Em resposta à este ataque, foi organizado um abaixo-assinado pelos professores, alunos e funcionários da escola que teria suas salas de Ensino Médio (Regular e EJA) fechadas, passando a ofertar somente o ensino fundamental (1º ao 9º anos) aos alunos da região. Como parte da resposta ao ataque de João Doria, alunos ocuparam a escola e uma professora acabou hostilizada pela polícia militar.

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Hoje, o governo Doria recuou ao ataque após 5 horas de ocupação e em circular oficial decidiu manter a matrícula de todos que queiram permanecer na escola. Às 3:40h da madrugada, a secretaria de Educação entregou um ofício aos estudantes que confirmava que o fechamento da escola não seria realizado.

Além disso, o ofício também se compromete a manter o ensino noturno, bem como a matrícula de todos que queiram permanecer na escola.

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Logo após receberem o ofício que recuava com o ataque, os alunos desocuparam a escola. Kaique Saldanha, 19 anos, que ocupou a escola este ano e também em 2016, quando outras tentativas de fechamento de dezenas de escolas foram feitas por Geraldo Alckmin (2016), afirmou que os alunos também esperam que os professores transferidos retornem à escola.

"Vamos acompanhar o que será feito com os alunos e professores que já tinham sido realocados, se for necessário estamos prontos para ocupar a escola novamente e passar o natal lá", afirmou o jovem.

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Kaique também afirma que haviam 20 estudantes compondo a ocupação, mas que a expectativa era que o movimento crescesse. Segundo o jovem, os estudantes organizaram a sala dos professores e o refeitório, e já haviam feito uma assembléia e preparado as refeições para permanecerem ocupados no dia seguinte.

Doria avança contra os serviços públicos levando à frente uma política privatista e entreguista, sucateando a saúde e educação em nome do lucro dos empresários. É preciso batalhar pela unidade entre os professores e estudantes pode enfrentar Doria, resgatando a força que os secundaristas já mostraram ter contra Alckmin.




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