Política

PRIVATIZAÇÃO DE SP

Dória recebe aval dos vereadores para privatizar Bilhete Único, parques e o Mercadão

sexta-feira 22 de setembro| Edição do dia

A câmara municipal de São Paulo aprovou na noite de ontem (21) o pacote de concessões do prefeito João Dória, que envolve 108 parques, 27 terminais de ônibus, o bilhete único e o Mercadão municipal, além de praças, planetários e o sistema de guinchos e pátios de veículos apreendidos. Em pauta desde quarta-feira (20), o projeto foi aprovado por 38 votos a favor, 13 contra e nenhuma abstenção.

O pacote inicial da prefeitura incluía, ao todo, 14 mercados e 17 sacolões, mas, por causa de protestos de funcionários e permissionários, todos os 17 sacolões e 12 dos 14 mercados foram excluídos do projeto da prefeitura, continuando o Mercadão e o Mercado Kinjo Yamato, localizado na mesma região. Mesmo assim, a lei aprovada na câmara ontem já prevê um prazo de seis meses para que a prefeitura encaminhe outro projeto de concessão dos estabelecimentos excluídos da lei aprovada.

As privatizações do prefeito tucano já renderam pelo menos 21 audiências públicas nesse seu primeiro ano. Vereadores da oposição disseram que pedirão à justiça a revogação da lei, que é ilegal, pois não prevê sequer o tempo de concessão. O novo pacote de privatizações é continuação da do Pacaembu, aprovada em agosto, e de outros ataques, como o terror higienista na “crackolândia”, antecipado pela criminalização e apagamento da arte de rua logo que assumiu a prefeitura, e, mais recentemente, o racionamento de merenda denunciado pela profa. Marcella Campos.

Desde o dia 13 de dezembro, o gabinete da prefeitura já soma 20 estudos de 11 empresas interessadas nos parques e, com a lei aprovada, serão feitos os “cardápios”, que oferecerão “combos” dos parques mais com os menos “atraentes”. Já o bilhete único poderá ser transformado em cartão de crédito/débito do banco ou parceria para o qual for concedida a sua gestão. A expectativa da prefeitura é que os editais sejam lançados ainda este ano, e que todos os contratos estejam assinados até os primeiros meses de 2018.




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