Sociedade

LEITOS PRIVADOS

Dória quer alugar leitos de UTI da rede privada e faz da pandemia um negócio lucrativo

Cresce na cidade de São Paulo, assim como em todo o país, os números de casos de Covid-19, o total de vítimas que vieram a óbito por causa do coronavírus triplicou na cidade, que no dia 9 deste mês era de 422 mortes chegou a 1.337 no dia 27. Atualmente, o total de mortes chega a 3.030 contando com os casos suspeitos da doença.

quarta-feira 29 de abril| Edição do dia

A média diária de casos suspeito de Covid-19 passou para 3000, que até a última quinta-feira era de 812 casos, esse crescimento pode ser atribuído a baixa adesão do isolamento social, segundo o secretário de saúde, Edson Aparecido. Com a lotação dos leitos de UTI na cidade chegando a 75%, a prefeitura avalia de aumentar o número de leitos negociando vagas ociosas no sistema privado de São Paulo, em estimativa, há cerca de 1.500 leitos vagas na rede particular .

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Adelvânio Francisco Morato, há uma média de 50% de ociosidade dos leitos de UTI do sistema privado, que tem uma média de 4,9 leitos para cada segurados, enquanto o SUS tem 1,4 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes.

No Brasil, grande parte dos leitos de UTI privados utilizados pelo SUS são pagos pelo governo federal, sendo alguns alugados por mais de dois mil reais. Muitos representantes de hospitais privados declararam que o Ministério da Saúde e os estados tem demorado para fechar uma parceria com o sistema privado para suprir a falta de leitos no SUS.

Com o sucateamento do SUS, os planos de saúde cresceram e encareceram 127% entre 2006 e 2017, o Bradesco Saúde e a Amil, por exemplo, obtiveram R$22 bilhões e R$21,6 bilhões de receita líquida em 2018. Esses grandes monopólios que tratam a saúde das pessoas como mercadoria, frente a essa pandemia querem potencializar o seus lucros ainda mais e uma dessas vias é com parcerias com a rede pública de saúde.

Em tamanha crise sanitária se faz mais que elementar a reabertura de todos os leitos e hospitais públicos que hoje estão fechados, mas também se faz urgente a estatização de todos os hospitais da rede privada, para que não haja nenhum leito parado enquanto pessoas morrem sem direito a tratamento. Assim, se faz necessário o fim da Emenda Constitucional do Teto de Gastos que, de fato, diminuiu os gastos com saúde pública, escancarando que o desmonte da saúde pública é um projeto consciente para abrir espaço de crescimento para que gigantes empresas de saúde lucrem em cima das enfermidades da classe trabalhadora. Além disso, a contratação de profissionais da saúde e a reorganização da produção com o controle dos trabalhadores para a fabricação de máscaras, álcool em gel, luvas e respiradores, pois só classe trabalhadora pode dar uma saída até o fim para essa pandemia.




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