MÁFIA DA MERENDA

Doria promove servidor envolvido na máfia da merenda

Tendo chegado há apenas 21 dias ao governo de São Paulo, Doria segue o mesmo caminho de seu antecessor e companheiro de partido, Geraldo Alckmin do PSDB, ao promover servidor envolvido na máfia da merenda, que triplicará o seu salário para chefiar todas as licitações e fornecedores de escolas.

segunda-feira 21 de janeiro| Edição do dia

Mal começa seu mandato e João Doria, seguindo os passos de Bolsonaro, quer mostrar como é direitista e reacionário e foi a público com declarações legitimando as ações da Policia Militar racista que assassina diariamente a população pobre e negra das periferias, afirmando que mandará “bandidos para o cemitério”.

Mas não para por aí. Doria, que durante seu mandato como prefeito proibiu as crianças de repetirem a merenda, também quer fazer parte da máfia que seu antecessor Geraldo Alckmin articulou. Para isso, o governador de São Paulo promoveu Rodrigo da Silva Pimenta, servidor implicado diretamente na máfia da merenda e que será o novo chefe do gabinete da Fundação para o Desenvolvimento para a Educação, o que o torna responsável por todas as licitações e fornecedores das escolas públicas estaduais, o que inclui contratos de compra de merenda escolar.

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Rodrigo da Silva Pimenta, em 2016, foi questionado durante a CPI da merenda na Assembleia Legislativa de São Paulo e quando perguntado por umas das deputadas sobre o esquema de corrupção, afirmou o seguinte: “Deputada, respondendo diretamente à senhora, isso é um ato irregular, não deveria ter feito. É um ato irregular. Cometi um ato irregular”.

Além disso, Rodrigo Pimenta que terá seu salário triplicado é filiado ao PSDB, mesmo partido de João Doria. Vale lembrar que quando foi investigado, até mesmo os deputados tucanos incluíram seu nome na lista de servidores ligados ao esquema fraudulento.

E como em time que está “ganhando” não se mexe, Doria também indicou Fernando Capez, também do PSDB, para diretor do Procon. Deputado estadual à época, Capez foi denunciado pelo Ministério Público por ter recebido propina e usar em sua reeleição em 2014, como parte das investigações da operação Alba Branca que foi deflagrada em 2016 contra desvios no fornecimento de merenda. No ano passado a ação penal contra Capez foi arquivada pelo STF por não haver “provas suficientes”.




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