CORONAVÍRUS

Doria promete aumento da repressão em SP nas próximas semanas de Quarentena

Na coletiva de imprensa realizada hoje onde se encontravam João Doria (PSDB), Bruno Covas (PSDB) além de uma série de outros secretários Doria manteve sua linha mentirosa: promete “salvar vidas” na base da repressão policial no Estado de São Paulo e sem testes massivos para esconder as reais taxas de contaminação e morte.

segunda-feira 6 de abril| Edição do dia

A declaração do governo é de que o período de quarentena e isolamento social da população do Estado de SP, que estava previsto para se encerrar amanhã, 07/04, será estendido até pelo menos o dia 22 desse mês de Abril e a decisão será publicada em Diário Oficial no dia de amanhã, a coletiva teve a duração de mais de uma hora e é impressionante como pode durar tanto tempo, já que quase não há novidade alguma nas medidas por parte de Doria e Covas pra além de que suas medidas de quarentena “medievais” e às cegas que agora durará por mais tempo ainda.

O governador ainda em seu discurso se colocou contra Bolsonaro, contrapondo sua linha negacionista e bizarra com a suposta “ciência” da OMS e dos militares que defendem o “milagre” da superação da crise sanitária mantendo as pessoas em suas casas sem qualquer tipo de suporte por parte do Estado. Se por um lado se contrapõe ao absurdo de Bolsonaro que nega e minimiza os impactos do vírus em nossa sociedade, deixam claro que seu interesse primeiro é se alavancar politicamente em meio a essa crise como o melhor “gestor” do Estado.

A questão é que devido à falta de testes massivos para a população, orientação da própria OMS que Doria tanto reivindica para falar contra Bolsonaro mas que também não segue as determinações, é impossível saber quem está infectado e quem não, sendo assim incapaz de isolar infectados e pessoas saudáveis em uma quarentena racional que ao manter os doentes todos devidamente notificados em suas casa diminuiria muito mais as taxas de contagio. Mas a questão não para por aí, é preciso lembrar que a uma parcela razoavelmente grande de pessoas no estado de SP vivem em favelas e locais completamente insalubres para se viver em quarentena: Não há saneamento básico, não há serviços de saúde e diversas casas e hotéis permanecem vazios enquanto pessoas dormem nas ruas por não terem como pagar aluguel.

Doria se diz compromissado com salvar vidas, vejamos, a medida mais nova agora que será publicada em Diário Oficial é orientar a Polícia Militar do Estado de SP - uma das mais assassinas do mundo todo! – a reprimir aglomerações de pessoas, fazer com que voltem as suas casas e desocupem espaços da cidade. Mas então perguntamos: e para aqueles que não possuem casa? O governo fornecerá espaço nesses hotéis luxuosos vazios para as pessoas? Ou até mesmo se medidas como a de Bruno Covas de diminuir a frota de ônibus aglomerando ainda mais as pessoas é algo que vai no sentido de salvar vidas. As pessoas que dependiam dos serviços do estado para Alimentação terão cestas básicas garantidas sem precisarem se expor ao risco do transporte público para trabalharem servindo ao lucro dos empresários parasitas?

O Brasil passa hoje pela pandemia com os traços que anos de neoliberalismo deixaram muito profundamente, um sistema de saúde frágil e extremamente debilitado para a inflar a saúde privada, trabalhos precários, sem direitos trabalhistas e que agora podem inclusive ser cortados com a MP da Morte 2.0 do Governo Federal, além da criação de uma massa de desabrigados miseráveis nas cidades que sequer tem a garantia de uma refeição no dia.

Contra o real descaso dos governos nós, do Esquerda Diário e do MRT, estamos impulsionando a campanha #TestesMassivosJá! Para que possamos saber exatamente sobre a dinâmica de contágio e preparar um plano de contenção realmente efetivo, que todos os hotéis sejam expropriados para servirem de moradia as pessoas que hoje estão desamparadas nas ruas, uma renda mínima de R$2000 que é a média salarial no Brasil, além da suspensão imediata do trabalho presencial sem necessidade com liberação remunerada e o encerramento da cobrança das contas de água, energia, gás e aluguéis




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