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Doria prepara milhares de policiais para seguir intimidando quem denuncia racismo e extrema-direita

domingo 7 de junho| Edição do dia

João Doria prepara um arsenal de 4 mil policiais, policiais de batalhões territoriais e especializados em espancar manifestantes quando são críticos aos governos Doria ou de Bolsonaro, dentre eles, BAEP, Trânsito e Choque e helicópteros para não poupar esforços em reprimir com todas as forças as manifestações de hoje. Tropas essas treinadas dia a dia em bater e humilhar negros e favelados, como vimos no caso recente de Paraisópolis.

Dória, que agora se encontra, ironicamente, no campo dos novos “progressistas” e é um dos novos “opositores” de Jair Bolsonaro. Digamos então que é um “pró-democrata”, ao lado de FHC, Maia e STF, e não hesitou por um minuto em preparar um aparato policial para agradar sua base eleitoral bolsonarista (lembremos de sua campanha Bolsodória), e, claro, impedir que as manifestações façam ruir, com críticas severas, sua máscara de “político responsável” no combate a disseminação do coronavírus, que pode contaminar todos, mas mata especialmente pobres e favelados.

Assim como Doria reprimiu violentamente professores, que lutavam legitimamente contra a reforma da previdência de São Paulo, usando o batalhão de Choque ultra equipado para amedrontar, hoje ele se prepara para uma nova batalha, que é de amedrontar manifestantes, expor a cara racista de sua polícia e ao mesmo tempo tentar usar os manifestantes em sua batalha eleitoral com Bolsonaro. Uma batalha que pode passar por discurso diferente, ter tido momentos diferentes na política de isolamento social, mas que hoje caminham lado a lado em abrir tudo que é tipo de negócio para expor trabalhadores à doença, colocando escancaradamente os lucros acima das vidas.




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