MASSACRE DA PARAISÓPOLIS

Doria irá garantir impunidade aos policias do massacre de Paraisópolis, PMs serão "preservados"

Em sua conta pessoal no Twitter, Doria lamentou a morte dos jovens no massacre de Paraisópolis, onde a polícia invadiu uma dos maiores bailes funks de São Paulo, o baile do DZ7. Porém, ao mesmo tempo, o governador defende a ação dos policiais e batalha pela sua impunidade.

terça-feira 3 de dezembro de 2019| Edição do dia

Nesse domingo (1), 9 jovens tiveram suas vidas arrancadas pelas mãos da polícia assassina de João Doria (PSDB). O massacre cometido num dos maiores bailes funk do país gera dor e revolta, nove vidas interrompidas de um forma brutal, nove jovens cheios de sonhos e esperanças, vítimas da repressão de um Estado racista e assassino.

O governador do estado de São Paulo, João Doria, no entanto, afirmou nessa segunda (2) que os polícias responsáveis pela ação serão “preservados” e que não foi culpa da PM já que houve troca de tiros. Os moradores de Paraisópolis, porém, afirmam que não ouviram nada antes da ação da violenta da polícia.

Veja também: “Não houve acidente. A morte dos 9 jovens é fruto de uma política de repressão do Estado racista", declara Marcelo Pablito

João Doria, atual governador de São Paulo pelo PSDB, partido responsável por historicamente reprimir mobilizações, como foi também com os professores em 2017, afirma que: "A letalidade não foi provocada pela PM, e sim por bandidos que invadiram a área onde estava acontecendo baile funk. É preciso ter muito cuidado para não inverter o processo"

Em seu Twitter, entretanto, Doria, hipocritamente, lamenta a morte dos jovens e, contraditoriamente, promete “apuração rigorosa dos fatos para esclarecer[...]”


Reprodução do Twitter

O que a polícia de Doria promoveu, e que ele não lamenta nem um pouco, pois já havia afirmado que “a partir de janeiro a polícia atiraria pra matar”, foi um verdadeiro massacre de jovens pobres, alguns negros, com pouco ou nenhum acesso ao lazer devido ao abandono das favelas pelo Estado, empregos extremamente precarizados ou, diretamente desemprego e alto preço dos transportes para se locomoverem pela cidade. Por isso, os bailes funks favem tanto sucesso. Mas até nesse limitado momento de lazer, são brutalmente reprimidos e mortos.

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A política de Bolsonaro, Doria e toda extrema direita alimenta o ódio contra a juventude e os negros, reforça o caráter racista da polícia assassina e legitima ainda mais suas ações repressivas.

Lutamos para que a juventude tenha acesso a direitos básicos como direito à cidade, cultura, ao lazer, à educação e, principalmente, à vida. Lutamos pelo fim dessa polícia assassina e racista e contra a política da extrema-direita que continua promovendo o genocídio da população pobre e negra.




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