Política

SEM DIREITOS PARA OS SURDOS EM SP

Doria fecha central de Libras e deixa surdos sem intérpretes

quinta-feira 16 de novembro| Edição do dia

A gestão Doria alega, para o fechamento da central de Libras, que a empresa não vinha cumprindo o serviço. Partimos, mais uma vez, do problema de um serviço público que vinha sendo cumprido por uma empresa privada, ou seja, transformando o direito em lucro. Isso deu origem ao embate entre a IMF Tecnologia - responsável pela prestação do serviço - e a prefeitura de São Paulo. Entre a disputa de Doria por passar um trator em todo tipo de serviço público em São Paulo e a necessidade de lucros da IMF, quem sai perdendo são os surdos e os profissionais de Libras que trabalhavam na central.

”Em dezembro de 2016 começou a ausência de pagamento, que perdurou até março de 2017”, explica Marcos Martins Pedros, advogado da IMF Tecnologia. “Então portanto mais 90 dias sem pagar por nenhum serviço prestado pela empresa, a empresa notificou a Prefeitura de que sem que houvesse o pagamento não haveria como manter a prestação de serviços e avisou que suspenderia o contrato a partir de março o que foi feito.”

Já a alegação da prefeitura é que o serviço não estava sendo prestado e por isso rescindiu o contrato. Contudo, o site da prefeitura dava informações falsas: dizia que mesmo com a suspensão do contrato, o atendimento presencial no local da central continuava sendo realizado. A reportagem do SP1 afirmou em sua matéria que compareceu ao local e não encontrou nenhum intérprete disponível.

Esse ataque - mais um entre tantos feitos por Doria aos direitos básicos da população de São Paulo - é ironicamente feito quando milhões de estudantes do Ensino Médio acabaram de passar por uma prova do ENEM que discutia a educação inclusiva para surdos. Como podemos ver, os temas de redação inclusivos não combinam com a gestão voltada aos lucros do Estado capitalista.




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