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Doria e Knobel deixam HC da Unicamp sem leitos disponíveis

O Hospital das Clínicas da Unicamp se encontra em situação ainda mais alarmante. Em meio à política genocida de Bolsonaro que deixa o país com mais de 30 mil mortes, Doria e o reitor Marcelo Knobel tentam aparecer como alternativas. No entanto, são totalmente negligentes e irresponsáveis com a vida da população e com o HC.

quarta-feira 3 de junho| Edição do dia

Enquanto o Estado de São Paulo ultrapassou 7mil mortes e Doria segue com sua política assassina de reabertura da Economia para atender os interesses dos empresários, Knobel, reitor da Unicamp, mostra cada vez mais que é incapaz de gerir a universidade à serviço da população e dos trabalhadores.

Além de permitir que grupo de risco sigam trabalhando mesmo com casos confirmados, não oferece EPIs adequados para os terceirizados, e agora está deixando os leitos do HC lotarem, e alocando dois contêineres para colocar corpos mortos. Isso logo após atacar o ensino gratuito, como fez na última terça-feira, 02, ao aprovar a pós lato sensu paga na universidade.

O Hospital das Clínicas da Unicamp vem passando por uma situação alarmante que demonstra a necessidade urgente de investimentos no corpo de profissionais e mais leitos para a população afetada pelo coronavírus. No entanto, sabemos que Doria e o reitor fecham os olhos para isso, pois não são suas vidas e nem de seus familiares que estão em risco.

O HC, na segunda-feira, dia 1°, teve todos seus leitos de UTI para atendimento de pessoas vitimadas pelo covid-19 e demais doenças totalmente ocupados. Os leitos de enfermaria, que são reservados aos pacientes com sintomas menos graves da doença, estão com 85% de taxa de ocupação. Ao todo são 52 leitos de UTI, todos ocupados, e são 26 casos graves de covid-19.

Na quinta-feira passada em nota, a reitoria da Unicamp informou que os contêineres foram instalados "preventivamente", e afirmou: "Serão eventualmente utilizados pelo HC e em parte pelo IML (Instituto Médico Legal), caso haja um aumento expressivo de casos em Campinas e ultrapasse a capacidade da câmara fria destes locais. É importante destacar que esta situação não ocorre neste momento".

Pois é, mas a situação de quinta para cá mudou e muito, o que eram 32% de ocupação dos leitos de enfermaria, hoje são 85%, conforme as informações do site Cidade ON. O que seria “eventual” como quer a nota oficial, vai passar a ser habitual se os leitos não serem ampliados, e com isso mais pessoas irão morrer em filas de espera e familiares dos mortos não terão a mínima dignidade de enterrar seus entes, pois como já se sabe, a covid-19 é uma doença que os sintomas exigem como mínimo um aparelho respirador e um leito para que o paciente tenha chances de sobreviver.

Apesar de os reitores como Marcelo Knobel da Unicamp estarem se aproximando da política de governadores como Doria, que busca aparecer como setor sério e responsável, mas aplaudiu a MP de Bolsonaro que permitia suspender contrato dos trabalhadores por 4 meses e colocou a polícia para reprimir manifestantes no último ato antifascista e antirracista na Av. Paulista, vemos de forma bem explícita que suas ações passam longe de priorizar salvar a vida da população.

Em Campinas, ao contrário de tomar medidas urgentes para ampliar o atendimento e as vagas de leitos de UTI, com mais respiradores e corpo técnicos de profissionais da saúde, dado que uma parcela já foi afastada pelo contágio e outra se encontra sob serviço sobrecarregado, Jonas Donizete aumenta as flexibilizações para a reabertura do isolamento social, que nem sequer, diga-se de passagem fez uma testagem massiva para a população, mas já agenda a retomada de atividades comerciais, de shoppings e de setores empresariais, firmando seus compromisso com os lucros.

É mais que urgente denunciar que Jonas não se importa com o aumento do número de mortos pelo coronavírus, com os hospitais cheios, e com a doença espelhando pelas periferias da cidade, atingindo principalmente os trabalhadores.

Não podemos nos enganar achando que a crise financeira da Unicamp não tem resposta ou que ela se encontra no setor privado. Na verdade, parta do problema que passa as Estaduais Paulistas se encontra justamente no setor privado, que a anos vem sonegando imposto na casa dos bilhões, que são estimulados por Dória. Agora esses bilhões deveriam ser cobrados e destinado aos centros de saúde e pesquisa.

Somente em 2014 teria perdido, em todo o país, cerca de R$ 500 bilhões para a sonegação fiscal segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz). Realidade essa que não mudou depois do golpe institucional e que são encobertas ou perdoadas por figuras com a de Dória e Donizete. Agora essas mesma empresas busca limpar seu nome doando migalhas enquanto seguem fazendo seus trabalhares se exporem, com a Samsung, que dou 24 tablets a Unicamp.

Devemos ver que as respostas dadas por Dória e Jonas Donizete não são frutos da falta de escolhas, mas do desinteresse em responder de fundo os problemas dos trabalhadores do povo pobre. E Knobel não é diferente. Segue o mesmo caminho no HC, permitindo situações alarmantes entre os trabalhadores e pacientes ao levar a frente anos de sucateamento do HC a agora um corte gastos de 72 milhões.

Knobel segue o mesmo caminho no HC, permitindo situações alarmantes entre os trabalhadores e pacientes. É urgente que mais leitos sejam disponibilizados, mais profissionais de saúde sejam contratados e testes em massa sejam realizados na população pobre, para que se tenha um controle efetivo dos casos. Os trabalhadores e pesquisadores da área da saúde precisam estar à frente dessas iniciativas para garantir uma universidade e um HC à serviço dos trabalhadores e do povo pobre, ao contrário do que a reitoria faz.




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