RECHAÇO A DORIA NA CRACOLÂNDIA

Doria e Alckmin são rechaçados por manifestação na Luz, perto da Cracolândia

Após a ação de absurda repressão da prefeitura, Doria e Alckmin foram à região da Cracolândia para lançar programa de habitação em parceria público-privada. Eles foram rechaçados por uma manifestação que gritava a eles: "higienista, fascista". Eles desistiram de uma coletiva de imprensa no local e se refugiaram na prefeitura.

quarta-feira 24 de maio| Edição do dia

Foto: reprodução Globonews

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito João Doria (PSDB) tiveram de interromper um ato de lançamento da ampliação do programa habitacional "PPP da Habitação" na região da Luz, na capital paulista.

Enquanto Alckmin e Doria faziam pronunciamentos, manifestantes que estavam no local começaram a protestar, com gritos de "higienista, fascista" contra os tucanos. Os manifestantes denunciavam as absurdas ações de Doria e Alckmin na Cracolândia, próxima ao local onde discursavam, e que chegou até mesmo a derrubar casas com pessoas dentro, deixando três feridos.

Durante o rápido discurso, Doria disse que "não é com grito que nós resolvemos a democracia". Alckmin não falou nada sobre o protesto, apenas fez uma fala destacando o programa e dizendo que já há famílias interessadas nas unidades que o Estado vai construir em parceria com a iniciativa privada em terrenos doados pelo município.

Uma coletiva de imprensa chegou a ser anunciada, mas foi cancelada por Doria e transferida para a sede da Prefeitura. Secretários e militantes tucanos tentaram ridiculamente competir com os protestos puxando gritos de "Geraldo, Geraldo", a favor do governador.

O subsecretário de Comunicação do governo do Estado, Carlos Graieb, chegou a discutir com um manifestante, defendendo a ação repressiva de Doria. "Vocês estão defendendo traficante?", perguntou. "Estamos defendendo o cidadão", respondeu o manifestante. Os dois discutiram até que Graieb foi colocado dentro de um carro da GCM e deixou o local.




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