ELEIÇÕES 2018

Doria diz que se eleito irá construir AMAs, porém fechou 108 na sua passagem pela prefeitura de SP

Logo no início do debate, pergunta sobre a saúde coloca Doria, ex-prefeito de São Paulo e candidato à governador pelo PSDB, em uma sinuca: diz que vai construir AMAs pelo Estado, porém fechou 108 AMAs, além dos repasses milionários para hospitais privados no programa "Corujão da Saúde"

quinta-feira 16 de agosto| Edição do dia

Em pergunta sobre saúde, João Doria, ex-prefeito de São Paulo, gaguejou para responder, uma vez que protagonizou diversos ataques à saúde. Na sua primeira resposta, João Doria disse que tem como projeto para o Estado de São Paulo a abertura de AMAs para poder ampliar o atendimento básico para a população, entretanto, na sua gestão, Doria foi responsável pelo fechamento de 108 AMas.

As AMAs prestam justamente o atendimento mais básico para a população carente, e ao fechá-las, Doria superlotou toda as Unidades Básicas de Saúde, deixando grande parte da população pobre de São Paulo totalmente vulnerável.

Outro ponto que Doria tentou ressalta, foi o falido programa do "Corujão". O programa que buscava reduzir as filas para realização de exames repassou R$9 milhões de reais para grandes hospitais privados, como por exemplo Albert Einstein e Sírio Libanês. Entretanto, o SUS continuou deficitário, lotado e com muitas filas, enquanto Doria permanecia fazendo acordos ao longo de sua gestão com todas as alas da burguesia.

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Além disso, afirmou que irá introduzir a "telemedicina". Os defensores dessa verdadeira barbárie contra a saúde afirmam que esse método reduziria filas e seria uma forma de atendimento de "atenção primária". Atenção primária são ações de nível de prevenção de doenças, realizadas antes do desenvolvimento da enfermidade. Esse tipo de atenção tem o objetivo de impedir que o indivíduo desenvolva a doença. Claramente, alimentação adequada, exercícios físicos e redução da carga de estresse e carga laboral são desconhecidas pelos defensores da "telemedicina". Nenhum desses pontos jamais foi levado em consideração na gestão do tucano, uma vez que foi o protagonista do escândalo da "ração", produto derivado de restos da indústria alimentícia, que tentou implementar nas escolas municipais.

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