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Greve Professores Municipais SP

Doria chama professores de SP em greve de invasores e violentos

Diante da brutal repressão policial contra a população nesta quarta-feira, Doria caracterizou os professores municipais que estão contra seu projeto de Reforma da Previdência paulistana de invasores e violentos.

quarta-feira 14 de março| Edição do dia

Em sua ânsia por se apresentar como um candidato à governador de São Paulo capaz de implementar ataques aos direitos dos trabalhadores para salvaguardar os interesses da classe dominante, Doria tenta aprovar sua versão paulistana da Reforma da Previdência (Sampaprev). O que o prefeito tucano não contava é a intensa e aguerrida mobilização dos professores municipais em greve com forte adesão, dispostos a defender seus direitos.

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Nesta quarta-feira a maior parte dos professores que foi até a Câmara Municipal para acompanhar a votação dos vereadores da CCJ a respeito do texto do Sampaprev encontrou os portões fechados com a presença ostensiva da GCM e, do lado de dentro, da PM e do Choque, para fechar o caminho e tentar que os vereadores votassem tranquilamente o ataque à população à distância de quem de fato será afetado. A população que sofrerá com o Sampaprev têm presença indesejável na Câmara.

Apesar disso, com cara lavada, Doria que participava do Fórum Econômico Mundial declarou durante o evento que a prefeitura se abriu à discussão e ao diálogo. Nada mais mentiroso. A população que de forma justa se manifestava foi classificada nas palavras do prefeito como invasora e truculenta. O prefeito trata os professores como inimigos, uma vez sejam contrários à sua política sanguessuga, e pretende passar por cima com bombas e balas. A sensação dos professores é exatamente o oposto, a política do SAMPAPREV é que é truculenta. Os vereadores invadem a vida e o futuro de milhares de trabalhadores e roubam-lhes qualquer possibilidade de aposentadoria digna.

As imagens das bombas, marcas de bala, e do sangue dos professores arrancado pela política obrigaram, contudo, Doria a assumir que houve "excessos" por parte da GCM. As imagens de hoje repetiram o cenário das imagens de ontem, porém desta vez muito mais forte. Eis o lançamento de sua campanha a governador, um dia atrás do outro mandando a polícia espancar aqueles que trabalham duro dia a dia para educar as crianças da cidade, com imagens de sangue, para poder aprovar a retirada de direitos.

Assim como é contra a Reforma da Previdência do golpista Temer, a população também é contrária à Reforma da Previdência paulistana de Doria. Os tucanos tem a pretensão de ao aprovar a SAMPAPREV abrir caminho à aprovação em todo o país. Os professores municipais, por outro lado, dão uma lição, e mostram que irão lutar até o fim contra estes ataques, diante da repressão, gritam: Não tem arrego!.

É necessário cobrir de solidariedade esta luta, que papel fundamental para barrar os ataques aos trabalhadores em todo o país. Chamamos toda a esquerda, o PSOL, a CSP-Conlutas, a Intersindical e todos as organizações de esquerda e movimentos sociais a construir uma campanha de solidariedade ativa aos professores e contra o Sampaprev. E mais ainda é urgente que CUT e CTB construam de fato uma mobilização em todos os sindicatos e categorias que dirigem para que haja apoio ativo aos professores e aos trabalhadores da educação.

Neste 15/03, às 14h em frente à Câmara, vamos todos com os professores para barrar o SampaPrev de Doria!

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