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JOÃO DORIA

Doria cria secretaria às "doações" de empresas que queiram financiar seu projeto privatista

sexta-feira 2 de junho| Edição do dia

O plano “gestor” do prefeito de São Paulo, João Doria, revelou, nesta última quinta-feira mais uma de suas facetas. O empresário da construtora Cyrela, Claudio Carvalho de Lima, foi nomeado chefe da recém criada pasta especial chamada “Investimento Social”.

A Cyrela, no começo do ano, realizou a reforma de banheiros públicos e da marquise do parque do Ibirapuera, orçados em 450 mil. Á época, Dória afirmou que se tratava de um exemplo de melhoramento da capital do estado sem custo algum.

A função da nova pasta é administrar doações de empresas à cidade. Essa, porém, é a fachada do aprofundamento dos interesses privados sobre a cidade. A criação da pasta se deu no mesmo dia em que manifestantes deixaram o prédio da Secretaria de Cultura de São Paulo, em manifestação contra a política da prefeitura à área de cultura, representado pelo Secretário André Strum, a quem os manifestantes exigiram a renúncia. Trata-se da lógica de controle direto de interesses privados, de grandes empresas e capitalistas, sobre a organização, o controle e os rumos da cidade de São Paulo, uma das maiores cidades do mundo.

Há uma enorme quantidade de recursos físicos e humanos na cidade de São Paulo que a iniciativa privada busca ter acesso direto. E com isso conta com todo tipo de ajuda de Dória. O nome “investimento social” busca exatamente esconder que se trata de uma via direta entre “doações” de empresas à São Paulo e a administração da cidade.




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