Doria conduz ao fracasso: leitos de UTIs registram 95% e 89% de lotação em sistemas de saúde privado e público

Nesta quinta-feira (14), hospitais privados de São Paulo registraram lotação de 95% em seus leitos de UTI. A mesma situação caótica foi registrada em hospitais públicos, com 89% lotação e 4 hospitais de referência que não podem mais receber pacientes. Conforme o governador João Doria (PSDB), o planejamento inicial que era chegar a 1500 leitos no fim de maio — um número ínfimo diante da demanda — já está mais do que comprometido.

sexta-feira 15 de maio| Edição do dia

De 221 instituições privadas de saúde na cidade, 122 enviam informações diárias para a atualização dos dados de números de pacientes internados. Fica evidente a consequência da subnotificação e da ausência de testes que Dória prometeu pro Estado de São Paulo e que até agora não foi cumprido.

Doria que já repassou milhões a mais de 25 instituições privadas da capital e grande São Paulo, não garante nem o básico para o atendimento nos hospitais de São Paulo. Nitidamente esse capacho do empresariado não apontará nenhuma saída eficaz para esse momento de pandemia da covid-19 pelo qual passamos. A quarentena defendida pelo governador, sem testes, é pura demagogia, e Dória segue servindo aos interesses da burguesia.

Com a crescente falta de equipamentos, testes e leitos, é necessário exigir urgentemente a estatização e a unificação dos sistemas de saúde público e privado, e a reconversão da produção para produzir insumos necessários ao combate da pandemia. Deve estar nas mãos das trabalhadoras e trabalhadores da saúde o controle sobre os hospitais; os setores têxteis, as fábricas para fabricação de máscaras e toucas.

A crise sanitária só poderá ser resolvida com uma reposta da classe trabalhadora, se apoiando nas mobilizações dos profissionais da saúde que já começam a surgir por todos o país.




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