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SÃO PAULO

Dória censura e ameaça usuários críticos à ele nas redes sociais

quinta-feira 4 de maio| Edição do dia

Desde o início de seu mandato o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), tem perseguido e censurado publicações de usuários do Facebook por meio de "simpatizantes de Dória" que denunciam publicações dos usuários para os advogados do prefeito. Estes enviam prints (cópias) de posts de usuários que o criticam para os advogados de Dória, que entram em contato com os usuários e os ameaçam de processo caso não editem suas publicações nas redes. São, então, enviadas notificações extrajudiciais a pessoas que, no que considera a equipe jurídica de Dória, cometeram crimes de ofensa ou incitação de violência nas redes sociais contra o prefeito coxinha.

O escritório de advocacia que fornece o serviço pertence ao atual secretário municipal de Negócios Jurídicos, Anderson Pomini, que se afastou da empresa desde que assumiu o cargo público, e a Thiago Tommasi, que é quem, junto com Ruiz Neto, trabalha para defender Dória na internet. Segundo Ruiz, os honorários são pagos pelo próprio Doria, não pela prefeitura.

"Se não retira (o comentário), a gente promove as ações judiciais cabíveis. Mas a maioria (dos comentários) nós deixamos continuar. Conhecemos o direito de manifestação, só não aceitamos baderna, nem estímulo à violência. A internet não é terra sem lei", diz o advogado do prefeito.

Parece que o prefeito da cidade de São Paulo segue mais preocupado com o que estão falando nas redes sobre ele, buscando cercear a liberdade de expressão e censurando e perseguindo a população, do que com os crimes contra os moradores de rua que sua polícia municipal vem deferindo contra os moradores de rua, se estes estão sobrevivendo (e de qual forma), por exemplo. Ontem, como já denunciamos aqui, a Guarda Municipal agrediu covardemente um morador de rua sem nenhum motivo, ou mesmo no início do ano quando o prefeito decidiu sobre a retirada dos cobertores dos moradores de rua, obrigando-os a enfrentar o frio da cidade sem cobertores para seguir sua política higienista. Não se preocupa também em atacar o direito de greve dos servidores municipais com a ameaça ao corte de ponto contra os grevistas da última greve geral, isso pra ele não é crime. O prefeito também não parece nada preocupado com o crime cometido contra a arte de rua na cidade, que também no início do ano cobriu vários grafites da cidade, apagando parte da história de São Paulo, menos ainda com o congelamento do gastos fornecido à Cultura na cidade. Para estes crimes os advogados de João Dória fazem questão de seguir mantendo o prefeito impune.


Denúncia de perseguição à usuário

Foto Valter Campanato/Agência Brasil




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