Política

Doria, Covas e os patrões demitem 4 mil merendeiras, em meio à pandemia

Segundo informações dadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Refeições coletivas (SindiRefeições), Doria, Covas e empresários demitiram mais de 4 mil merendeiras das escolas públicas. As trabalhadoras, que já enfrentavam diariamente a precarização do trabalho por causa da terceirização, agora estão basicamente sem renda já que sequer estão conseguindo os direitos que lhes são devidos após o desligamento.

quarta-feira 5 de agosto| Edição do dia

Doria e Covas (ambos do PSBD) e os empresários demitiram, em meio à pandemia, mais de 4 mil trabalhadoras terceirizadas que atuavam como merendeiras nas escolas públicas. De acordo com os dados, 10 empresas são responsáveis por terceirizar esse tipo de serviço e precarizar as condições de trabalho dessa categoria de maioria de mulheres negras.

Em nota, a empresa Singular - Gestão de Serviços disse que "eventuais desligamentos de alguns colaboradores se deram pela necessidade de renovação de alguns quadros e readequação da estrutura da empresa".

Mas o que se tem visto é uma política de descarregamento da crise nas costas desses trabalhadores, que já sofrem com as más condições de trabalho. É um absurdo Doria e Covas colocarem na rua essas trabalhadoras, que sabemos que são as que recebem os menores salários e têm jornadas extenuantes de trabalho.

Em junho, Doria anunciou a retomada das aulas presenciais nas escolas públicas por meio de um protocolo irrealizável, uma vez que sabemos que muitas escolas não possuem seques equipamentos básicos de higiene, como sabonete, produtos de limpeza, papel higiênico etc. Além disso, no começo da pandemia, Doria já havia suspendido o contrato das trabalhadoras terceirizadas da limpeza, que ficaram sem ter como se sustentar na pandemia. Agora, demite também as trabalhadoras da merenda, totalmente essenciais quando sabemos que a única refeição de muitas crianças da rede pública é feita nas escolas.

Essa política de reabertura das escolas está totalmente alinhada com a política de Bolsonaro e Mourão de reabrir os comércios. Não estão preocupados com as vidas dessas trabalhadoras nem com a vida dos alunos e suas famílias, mas sim com garantir os lucros dos empresários que precisam das escolas para que os pais voltem a trabalhar.

Com a reabertura do comércio e as políticas de demissão, milhares de trabalhadores terão que sobreviver do mísero auxílio emergencial, que muitos sequer conseguem ter acesso. Essa reabertura é totalmente irresponsável, uma vez que não garante testes massivos para população, EPIs e acesso aos cuidados sanitários necessários.

Está nítida a ganância do capitalismo e dessas empresas que precarizam o trabalho e lucram em cima das pessoas que mais têm morrido com a pandemia. Não podemos mais permitir que trabalhadores paguem pela crise! É preciso levantar um programa independente, a partir da luta dos trabalhadores, que proíba as demissões e imponha a escala móvel de trabalho, ao passo que garanta um auxílio financeiro de R$ 2 mil para a população.




Tópicos relacionados

Trabalhadores Terceirizados   /    Bruno Covas   /    Escolas   /    João Doria   /    PSDB   /    crise econômica   /    Terceirização   /    Política

Comentários

Comentar