Sociedade

CRISE IMIGRATÓRIA

Doenças infecciosas se espalham rapidamente entre refugiados sírios na fronteira

Todos os dias centenas de refugiados tentam cruzar a fronteira do oriente médio com a Europa, são pessoas fugindo da guerra, da morte e da miséria, contudo por conta da política xenófoba dos países europeus que fecham suas fronteiras, essas pessoas ficam sujeitas a morte nos barcos, ou a viverem amontoadas em campos de refugiados.

Fernanda Montagner

São Paulo

segunda-feira 15 de agosto| Edição do dia

Nesse símbolo da desumanização e do caráter podre do capitalismo, o obvio começa a acontecer, se espalhando doenças entre os refugiados.

Uma médica que monitora a situação de 75 mil sírios presos na fronteira selada com a Jordânia disse nesta segunda-feira que doenças infecciosas estão se espalhando entre eles. Natalie Thurtle, do grupo de ajuda internacional Médicos Sem Fronteiras, disse que os refugiados com alguma formação médica têm dito a ela que aparecem cerca de 30 casos por dia de icterícia, provavelmente um sintoma da hepatite.

Thurtle relatou que os casos aumentaram desde que a Jordânia fechou a sua fronteira. Segundo ela, diarreia e problemas respiratórios também são comuns. O fechamento da fronteira foi em resposta a um ataque transfronteiriço realizado por extremistas do Estado Islâmico, que acabaram cortando o abastecimento de dois campos de assistência médica no deserto, com exceção de alimentos que são entregues uma vez por semana e algumas vezes água.

Essa situação alarmante, onde milhares de pessoas vivem a beira da morte sofrendo com doenças de séculos atrás, das quais a medicina já avançou não só para cura-las, mas para preveni-las, é resultado da intervenção imperialista nesses países, somada a formação de grupos extremistas na região. Contudo os governos Europeus com a mídia, se somam para contar uma versão do problema de forma a excluí-los da crise, como se fossem guerras religiosas apenas e um problema de um outro mundo. Quando na verdade são os principais responsáveis não só pela guerra, mas pelas milhares de mortes de imigrantes, na medida em que a Europa fecha suas fronteiras.




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