Política

GOVERNO BOLSONARO

Discurso de Paulo Guedes contra os trabalhadores empolga empresários

O discurso de posse de Paulo Guedes, no qual este declarou seu compromisso com os interesses dos empresários ao prometer ataques profundos aos trabalhadores como a reforma da previdência e privatizações, animou os capitalistas. Não poderia ser diferente, medidas como as anunciadas por Guedes, e que são parte de um profundo plano de ataques do agora ministro da Economia, farão com que a conta da crise capitalista seja paga com o suor da classe trabalhadora.

sexta-feira 4 de janeiro| Edição do dia

As promessas que envolvem desde o aceleramento dos ajustes aos trabalhadores até a nefasta reforma da previdência, que fará com que na prática os trabalhadores morram trabalhando, agradaram os presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifar), do grupo Votorantim, João Miranda, e uma série de outros empresários que se alinharam ao governo de Bolsonaro ansiosos pelos ataques aos trabalhadores que os farão enriquecer ainda mais enquanto a maioria da população recebe menos de 1000 reais para sobreviver.

Mas nem tudo são flores nos anseios de Guedes, Bolsonaro e seus aliados. No mesmo discurso o Ministro da Economia já alertou pode ser um problema estratégico o avanço em cima do funcionalismo público, isto porque são setores com longa tradição de luta e que podem protagonizar um confronto importante e contagiar outros setores na defesa dos poucos direitos que o governo Bolsonaro já se apressou em tirar da classe trabalhadora.

Os empresários alertam para a rapidez dos a ataques, sabem que são medidas difíceis, com alto potencial para desgastar a popularidade do governo entre os trabalhadores e que, devido ao seu impacto concreto na vida da maioria da população do país, podem gerar indignação e colocar os diversos setores dos trabalhadores e da juventude em luta contra essas medidas. Essa possibilidade se concretizada pode impossibilitar os planos da burguesia, já que a classe trabalhadora brasileira é gigantesca.

Mas o que podemos ver nesses primeiros dias de governo é que as direções dos trabalhadores, como a CUT (PT), a CTB (PCdoB) e outras centrais sindicais que tem milhares de trabalhadores em suas fileiras, tem cumprindo um papel nefasto frente aos anúncios dos ataques. No lugar de organizar em cada local de estudo e trabalho a força da classe, anunciam, por meio de uma carta, o respeito a este governo que tem como plano principal trucidar os o poucos direitos dos trabalhadores.

A luta contra Bolsonaro só será eficaz se for a partir da organização dos batalhões da classe trabalhadora junto com a juventude que tem seu futuro ainda mais ameaçado por este governo. Ela exige que as Centrais Sindicais e as entidades estudantis preparem um plano de luta sério em base a assembleias nos locais de trabalho e estudo para que nas ruas e com a organização dos trabalhadores possa ser possível barrar a reforma da previdência, os ataques que estão por vir e revogar os que já foram feitos e que só prejudicam as condições de vida dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre.




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