Educação

Diretoria do SINPEEM fecha porta na cara da categoria em ato pela reabertura do sindicato

Nessa terça-feira, 27, coletivos de oposição à direção ilegítima do SINPEEM foram hoje até o sindicato para protocolar um abaixo-assinado exigindo a reabertura das instâncias de discussão e deliberação do sindicato e uma assembleia da categoria para que a base possa decidir sobre nossa resposta em relação ao retorno às aulas presenciais e o conjunto de ataques que a Educação vem sofrendo, contando com a estrutura do sindicato na batalha que escolher travar. Porém tiveram as portas do sindicato fechadas em suas caras por dirigentes do sindicato e sequer puderam protocolar essa legítima exigência dos trabalhadores da educação do município, construída pelos educadores da categoria.

quarta-feira 28 de outubro| Edição do dia

registro realizado por trabalhadores da categoria durante ação no SINPEEM

Nessa terça-feira, 27, coletivos de oposição à direção ilegítima do SINPEEM foram hoje até o sindicato para protocolar um abaixo-assinado exigindo a reabertura das instâncias de discussão e deliberação do sindicato e uma assembleia da categoria para que a base possa decidir sobre nossa resposta em relação ao retorno às aulas presenciais e o conjunto de ataques que a Educação vem sofrendo, contando com a estrutura do sindicato na batalha que escolher travar. Porém tiveram as portas do sindicato fechadas em suas caras por dirigentes do sindicato e sequer puderam protocolar essa legítima exigência dos trabalhadores da educação do município, construída pelos educadores da categoria.

Desde o início da pandemia, que fez com que as aulas presenciais nas escolas fossem suspensas, todas as instâncias de discussão e deliberação do SINPEEM, o maior sindicato dos servidores da educação e do funcionalismo municipal de São Paulo estão fechadas, inclusive de forma virtual. Não houve nenhuma reunião de Representantes escolares (REs), Conselho de representantes ou uma Assembleia da categoria, nada. Nem mesmo de forma remota. Não bastasse fechar o sindicato, a direção ainda realizou eleições fraudulentas para se perpetuar no poder, onde 90% da categoria se absteve de votar e ainda assim a diretoria da chapa de Claudio Fonseca tomou posse. E agora dá mais uma demonstração do que significa se encastelar no poder, fechando as portas na cara dos trabalhadores e impedindo a entrado no espaço que é seu!

Estamos em um momento muito crítico no qual governos em todo o país miram a educação como um alvo prioritário. Da mesma forma que usam a pandemia para retirar direitos dos trabalhadores em geral, aproveitam a crise da Covid-19 para avançar com privatização, mais precarização do trabalho, divisão da categoria e rebaixamento do ensino. Bruno Covas, candidato à reeleição no município vendeu a educação pública através do PL 452. A direção do SINPEEM, encabeçada pelo seu presidente ilegítimo de Claudio Fonseca, não somente não fez nada para organizar a categoria a enfrentar esse ataque, como ainda vimos Claudio Fonseca que é vereador pelo CIDADANIA, base aliada de Bruno Covas, votar favorável ao projeto na CCJ. O nível de traição de Claudio Fonseca e sua direção apenas ficou mais escancarado durante essa pandemia e provou que fechou o sindicato, exatamente para viabilizar a aprovação dos projetos de Covas enquanto impede a categoria de se organzar à partir da entidade.

Claudio Fonseca e sua direção querem transformar o SINPEEM em seu castelo particular para barganhar com o governo a manutenção de seus privilégios em troca de barrar a organização da categoria para enfrentar os ataques que vem sofrendo. Mais do que nunca a direção ilegítima do sindicato deve ser combatida e o sindicato ser retomado nas nossas mãos e convertido em ferramenta de luta para os trabalhadores. Por isso a ação dos dirigentes do SINPEEM nessa terça-feira deve ser completamente rechaçada! E mais do que nunca precisamos construir um polo de oposição entre os setores combativos de oposição, com independência de classe, a fim de retomar o sindicato para as mãos dos trabalhadores, ainda mais à luz da luta contra os ataques que está mais que colocada.




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