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Direto de Brumadinho: Flavia Valle grava vídeo em solidariedade às vítimas

terça-feira 29 de janeiro| Edição do dia

Flavia Valle, dirigente do MRT, editora do Esquerda Diário e professora da rede estadual/MG, esteve presente em Brumadinho para testemunhar a tragédia capitalista promovida pelo rompimento da barragem da empresa privatizada Vale.

Flavia denuncia o cerco de segurança feito pela Vale para impedir tentativas de ajuda e revolta dos atingidos. Apesar disso, os familiares das vítimas entraram na faculdade, que está completamente controlada pela polícia e de onde saem as informações dos órgãos do governo como, defesa civil e bombeiros, em um ato que rechaça como a empresa está lidando com a tragédia, a falta de informações e as informações desencontradas entre empresa e governo.

Ela afirma que “é visível que a solidariedade tem sido grande” e que chega solidariedade “inclusive de técnicos especialistas buscando colocar seu conhecimento a serviço de contribuir contra os resultados desse enorme crime”. Contraponto importante contra o controle de ajuda da Vale.

Ela também esteve com voluntárias de cursos de medicina veterinária que afirmam ter diversos animais machucados, com feridas abertas que não estão sendo atendidos. “A gente pergunta para um e outro e ninguém fala nada. Parece que as informações estão sendo blindadas. Bloqueadas.” dizem as estudantes. “A gente só quer ajudar. Não estão deixando a gente nem ajudar.”

Às margens do rio Paraopeba, é visível que ele já foi tomado pela lama, diz. “Esse crime é resultado da privatização dessa empresa que foi privatizada em 1997, no governo Fernando Henrique do PSDB, vendida a preço de banana. O resultado disso foi destruição e morte”. Comenta ainda que, também nos governos do PT, em que aconteceu a tragédia de Mariana em 2015 e logo depois esse governo flexibilizou a legislação das licenças ambientais. Não satisfeito com a tragédia de Mariana, que tem também a Vale como responsável, Pimentel (PT) em seu último ato de governo, concedeu à Vale uma licença para aumentar em 70% a capacidade produtiva na mina da Jangada e do Córrego do Feijão.

Flavia defende que o apoio operário e popular é uma saída para tirar do controle absoluto da Vale, e do governo que quer a qualquer custo blindar a Vale para continuar garantindo seus lucros, todas as informações sobre as vítimas,sobre o crime ocorrido no rompimento da barragem, sobre os processos produtivos que coloque em risco a vida dos trabalhadores, com isso podemos caminhar para que a Vale seja re-estatizada com gestão dos trabalhadores junto do povo, e não para sustentar a sede sem fim dos capitalistas.

Até o momento em que foi gravado o vídeo o número de mortos chegavam a 65 mortos, 174 trabalhadores terceirizados e 114 trabalhadores efetivos desaparecidos. No final desta tarde o número de mortos subiu para 84 mortos e outras 276 pessoas seguem desaparecidas.

Uma enorme tragédia cuja saída passa pela re-estatização dessa empresa. As centrais sindicais devem convocar um plano de lutas pela re-estatização da Vale, sob gestão dos trabalhadores e controle popular, para que sejam os capitalistas a pagarem pela crise.

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