Política

DIRETAS JÁ?

Diretas Já e a traição do PT

A partir do dossiê sobre balanço histórico do PT lançado pela revista Ideias de Esquerda discutimos no último sábado, num curso de formação da juventude Faísca da USP, como desde a origem esse partido foi traidor.

domingo 4 de junho| Edição do dia

Foto: Avener Prado/Folhapress

Sempre enterrando as greves, controlando-as para que não avançassem para a luta política, canalizando a luta para a estabilização do regime como nas greves de 1978 e nas demais. Greves estas que sinalizavam um forte poder de luta contra a ditadura e que abria um processo pré-revolucionário no Brasil, mas que o os sindicalistas, que depois formaram o PT, principalmente Lula, fizeram o desserviço de enterrar e mais pra frente canalizar no Diretas Já pós constituinte tutelada pelos militares.

Mais uma vez, e não é mera coincidência, a classe trabalhadora vem mostrando muita força na luta contra os ataques e o dia 28 foi um exemplo disso. Porém, as principais centrais sindicais, que tem o PT em suas direções, querem, mais uma vez, cooptar esse sentimento e deposita-lo na ilusão na democracia burguesa porque seu único interesse é a governabilidade e a manutenção do regime burguês.

A face degenerada do PT está mais do que nunca escancarada. O PT enfrenta sua maior crise histórica, as massas já viram a podridão desse partido e sabem que não dá para depositar sua confiança, porém, não veem outra alternativa além das eleições porque a esquerda não sabe se diferenciar do PT e ao invés de apresentar uma saída revolucionária, se adaptam.

A esquerda chamar Diretas Já com a justificativa de que "mobiliza as massas" é a maior adaptação ao PTismo. É trabalhar de graça para o Lula 2018. É iludir a classe trabalhadora mais uma vez na democracia burguesa. Não tem mais o que mostrar para população, ela já está consciente que o sistema político do país é degenerado, corrupto e não atua para seus interesses. O Diretas Já "dialoga" hoje com a população porque é a única alternativa que eles ouvem e não porque é a alternativa que eles acreditam. Expressa que as massas ainda têm ilusão no regime democrático burguês, ilusão essa sustentada a anos pelo PTismo e que a esquerda hoje cumpre o papel de manter, inclusive as correntes que se reivindicam revolucionárias.

Está na hora de mostrar uma alternativa dos trabalhadores, uma alternativa pela luta que coloque nas mãos dos trabalhadores a possibilidade de democracia máxima dentro desse regime. Um programa transitório que possibilite as massas escolherem as regras do jogo, escancarando ainda mais a face podre desse sistema. Uma constituinte livre e soberana, imposta pela luta que comece anulando todas as medidas antipopulares que já foram aprovadas pelo golpista Temer e pelos governos do PT e do FHC. Que coloque que todo político ganhe como uma professora, que tenha um caráter de desmascarar o sistema capitalista tal como ele é.

Veja aqui o Dossiê: Balanço histórico do PT na revista Ideias de Esquerda




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