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Direção majoritária do Sintusp desrespeita decisão da assembleia de mulheres e do CDB

terça-feira 6 de março| Edição do dia

No dia 23 de fevereiro, o Conselho Diretor de Base do Sintusp (CDB) deliberou a realização de uma Assembleia Geral no dia 6 de março para pautar a organização do 8 de março, os eixos e atos que a categoria como um todo iria compor. No mesmo dia, a Secretaria de Mulheres reunida decidiu convocar uma Assembleia de Mulheres prévia (no dia 28 de fevereiro) para preparar e votar suas pautas a serem levadas na Assembleia Geral.

Nós do MRT e do grupo de mulheres Pão e Rosas depositamos nossas forças na organização dos trabalhadores. Defendemos espaços auto organizados de mulheres, assim como de negros e LGBTs, como uma forma dos setores oprimidos debaterem as suas demandas e se organizarem para lutar, mas também para se fortalecerem para debater nos espaços de democracia operária buscando a unidade com nossos companheiros de classe, pois apenas colocando abaixo o capitalismo podemos pôr fim a toda forma de opressão.

Entendemos os sindicatos como importantes ferramentas de luta da classe trabalhadora contra a exploração dos patrões. Batalhamos para que neles se expressem a mais ampla democracia operária para lutar contra os patrões e o estado burguês. Por isso, também combatemos firmemente a burocracia sindical da CUT, CTB e Força Sindical, que se apropriam desse instrumento de luta para frear a força dos trabalhadores. Mesmo os sindicatos combativos, como o Sintusp, não estão imunes a métodos burocráticos e por isso o combate deve ser constante.

Apesar do CDB haver convocado uma assembleia geral, para que as próprias trabalhadoras, juntas com os trabalhadores decidissem qual dos dois atos o seu sindicato deveria construir e participar, a maioria da diretoria do sindicato resolveu passar por cima da decisão do CDB e, ignorando a assembleia convocada, usou o boletim do sindicato pra convocar um dos atos antes mesmo da assembleia decidir qual ato o sindicato deve convocar e construir. Em nome de defender sua posição, o Coletivo "Piqueteiros e Lutadores" desrespeitou os organismos democráticos e atropelou a auto-organização das mulheres, impondo seu posicionamento ao invés de fazer o correto debate político.

O MRT, que compõe de forma minoritária a diretoria do SINTUSP, repudia tal método e espera um posicionamento das demais correntes. Atitudes como essa enfraquecem as instâncias de decisão e organização dos trabalhadores. Como revolucionários defendemos em todos os espaços os métodos da democracia operária e a unidade das fileiras operárias. E devemos combater fortemente qualquer expressão ou desvio que rompam com a democracia operária.

No dia internacional das mulheres, que marca a necessária luta contra a opressão patriarcal e o sistema capitalista, tal método não pode se impor sobre a Assembleia de Mulheres e não pode se estabelecer como prática num sindicato combativo como o Sintusp.

Chamamos todas as trabalhadoras e trabalhadores pra assembleia geral, hoje, as 12h30, no SINTUSP, pra fazermos valer a decisão da categoria, que, pra nós do MRT, deve ser em consonância com as resoluções deliberadas pela assembleia de Mulheres.




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