DENÚNCIA

Dinheiro que Bolsonaro usou para comprar parlamentares saiu de cortes na educação

Lembra da história dos chocolatinhos que depois da Reforma da Previdência seriam devolvidos? Bolsonaro, Weintraub e os deputados comeram eles. Com o dinheiro cortado da educação, Bolsonaro distribuiu R$3bilhões aos parlamentares para aprovar a reforma da Previdência.

quinta-feira 8 de agosto| Edição do dia

R$3bilhões em emendas parlamentares foram distribuídos na véspera da votação do segundo turno da Reforma da Previdência. Quase 1/3 desse valor saiu dos cortes na educação.

Desde o começo do ano o Esquerda Diário alertou como a reforma da previdência e os cortes na educação estavam completamente vinculados. Eis mais uma prova.
Para aprovar a reforma da previdência nunca faltam esforços. Bolsonaro abriu de par em par os cofres públicos para comprar parlamentares. Na véspera da votação do segundo da reforma da previdência na Câmara foram mais R$3 bilhões. A Folha mostrou como R$926 milhões desses 3 bilhões saíram do cofre da educação pública.

A ligação desses ataques é orgânica. Em primeiro lugar trata-se de cortar todos gastos públicos para liberar mais recursos aos donos da dívida pública; em segundo lugar, trata-se de acabar com o direito ao futuro. Querem que a classe trabalhadora seja mais barata, mais explorada, para isso querem a educação precarizada e fim do direito à aposentadoria. Em terceiro lugar, querem acabar com a educação pública, cortando orçamento, atacando a autonomia e privatizando-a com o Future-se para enriquecer empresários da educação e sua ligação com o mercado financeiro, tão sedento pela Reforma da Previdência.

A ligação cada vez mais explicita desses ataques mostra como é preciso que a juventude tome em suas mãos a jornada de luta do dia 13/08. Esse dia precisa chacoalhar as escolas e universidades do país, superando os entraves colocados pela UNE que não está organizando esse dia pela base e não o coloca como parte de um plano de luta, e junto às centrais isola-o da luta contra a reforma, que estas mesmas centrais estão deixando passar sem resistência. A juventude pode e precisa ser uma voz a enfrentar Bolsonaro, seu autoritarismo e sua violência contra a educação e o direito à aposentadoria.




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