Política

PT E TEMER

Dilma acena à equipe econômica de Temer

A entrevista concedida pela presidenta afastada expressa a tática conciliadora do PT, que aos poucos irá aparecendo nos noticiários. A grande investida do partido nesse momento tem sido acenar com acordos de manutenção da equipe econômica do golpista Temer e com um governo com menos parlamentares do PT nos cargos de chefia.

sexta-feira 15 de julho de 2016| Edição do dia

No caso, seu elogio a Henrique Meirelles é para atingir diretamente o Senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que estaria indeciso acerca da votação do impeachment, mas que vê com bons olhos o ministro golpista que não tem outro objetivo a não ser o de descarregar duramente e com rapidez os efeitos da crise econômica nas costas dos trabalhadores.

Recentemente, em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo, Meirelles anunciou seus planos de reorganização das contas públicas. Esses planos se dividem entre: a) controle de despesas; b) privatizações; c) aumento de imposto. Vejamos mais de perto o que significam essas medidas, que certamente são vistas por Dilma como expressão de competência.

Controle de despesas significa cortar de setores como saúde e educação, a partir da criação de um teto para os gastos públicos; privatizações: alargar ao máximo as privatizações que já estão ocorrendo, como na Petrobrás, Aeroportos e Hidrelétricas, que passariam agora inclusive pela privatização de setores do BNDES; aumento de imposto: aumentar a tributação da Cide (imposto sobre a gasolina), e PIS-COFINS, atingindo diretamente os trabalhadores no bolso, pois aumentaria o imposto descontado da folha de pagamento. Essas são medidas para o próximo ano, porém as já colocadas, como a reforma da previdência que aumenta a idade da aposentaria de homens e mulheres para 75 anos, mostram como Meirelles é um verdadeiro competente na arte de defender os interesses da burguesia!

Desde o período pré-impeachement até agora, o PT segue apostando nas negociatas nojentas com o Senado e a Câmara, sendo oportunista com os setores sinceros que viam nessa manobra da direita um profundo ataque a seus direitos conquistados a duras penas. E agora, com a votação de Rodrigo Maia (DEM), eleito para presidência da Câmara com o auxilio dos votos do PT e PCdoB, seguem aprofundando sua tática de conciliação de classes.

Nem mesmo se deram ao trabalho de mobilizar as bases da CUT contra o golpe institucional e os ataques aos trabalhadores, uma vez que há anos conciliam com as patronais e organizam os trabalhadores em assembleias comício. Mas, agora chamam uma greve geral falaciosa, para combater o impeachment que terá em agosto sua sentença final, enquanto a Volks anuncia 3,6 demissões, sem que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC fizesse sequer um corte de rua, piquete, assembleia de base, que fosse na defesa desses trabalhadores, isso para dar apenas um exemplo gritante.

É importante ter bastante claro que, com essas táticas do PT, os trabalhadores irão à derrota em suas demandas, por isso é preciso que a CUT e CTB rompam imediatamente com sua paralisia e também para serem consequentes com seu chamado de greve geral, organizem desde já assembleias de base, piquetes, cortes de rua, que primeiramente coloquem a baixo o governo golpista e seus ajustes cada vez mais duros aos trabalhadores, e possa por em pé uma constituinte que coloque em primeiro lugar as demandas do povo pobre, dos trabalhadores, das mulheres e da juventude.




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