Política

CRISE DO CORONAVÍRUS

Dias Toffoli, presidente do STF, é afastado com suspeita de Covid-19, e será substituído pelo autoritário Luiz Fux

Dias Toffoli, presidente do STF, ator bastante central da crise política em curso no país especialmente em sua relação conflitiva com o governo de Bolsonaro que possui cada vez mais peso dos militares, entrará de licença, por no mínimo 7 dias, após apresentar sintomas da COVID-19. O substituirá, Luiz Fux, ministro bastante alinhado com a operação Lava à Jato.

domingo 24 de maio| Edição do dia

O ministro e atual presidente do STF Dias Tofolli é conhecido por seus posicionamentos mais próximos daquilo que em nossas análises viemos chamando de “bonapartismo institucional”, que se refere ao projeto onde os golpistas dos velhos partidos tradicionais, em acordo com demais instituições e fatores de poder buscam disciplinar o poder de Bolsonaro às instituições que foram parte do golpe, como o próprio STF e que, portanto, é uma instituição com peso central no regime político brasileiro atual e que entre outras funções define a constitucionalidade ou não de grandes assuntos da política nacional, interferindo nos ritmos da crise política.

Dias Toffoli precisou passar por uma cirurgia para a retirada de um abscesso no sábado, 23, e continuará internado para monitoramento enquanto aguarda resultado do teste. Na última quarta-feira, 20, Toffoli já havia sido testado e apresentou resultado negativo. Em virtude da licença, inicialmente de 7 dias, o ministro foi afastado de suas atribuições e quem irá assumir a presidência da instituição é o ministro Luiz Fux, conhecido por estar mais alinhado com a golpista Lava à Jato, portanto, de um perfil bastante autoritário, expresso em várias decisões bastante impopulares e golpistas, como na manutenção de altíssimos privilégios e salários de políticos ou no absurdo impedimento da entrevista de Lula da prisão (que denunciamos como medida autoritária e antidemocrática, mesmo não apoiando Lula e o projeto do PT) e muitos outros casos votados cotidianamente que atacam, diretamente ou indiretamente, os trabalhadores e os mais pobres.

Nós, do Esquerda Diário, seguiremos acompanhando os impactos desses e de outros acontecimentos na crise política do país e que coloca em rota de colisão dois importantes atores políticos sem voto no centro da política nacional, STF e os militares e batalhando por uma saída independente da classe trabalhadora e para que um povo decida, portanto, por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana imposta pela luta, contra esse regime em curso de degradação.




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