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Diana Assunção: uma voz dos trabalhadores em meio a uma eleição manipulada

Diana Assunção é trabalhadora da Faculdade de Educação da USP há mais de dez anos. Foi da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e hoje atua como diretora de base. Foi uma das fundadoras de sua Secretaria de Mulheres e também fundou no Brasil o grupo de mulheres Pão e Rosas, presente em diversos países. É dirigente do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) e nessas eleições apresenta sua candidatura a deputada federal por filiação democrático no PSOL.

sexta-feira 5 de outubro| Edição do dia

Como tem remarcado em todas as ocasiões, Diana aponta que estamos em meio a um processo eleitoral profundamente manipulado pelo judiciário, que tomou diversas medidas para tentar escolher a dedo qual seria o próximo presidente a herdar o legado do golpismo e levar adiante os ataques contra os trabalhadores e o povo. Para isso, o judiciário prendeu arbitrariamente Lula e proscreveu sua candidatura; sequestrou o direito ao voto de mais de 3 milhões de eleitores, e até mesmo proibiu Lula de conceder entrevistas ou de aparecer na propaganda eleitoral de seu partido.

Além do judiciário, o exército também esteve todo o tempo vigiando o processo, que contou até mesmo com observadores do governo americano para manter tudo “sob controle”. Essa manipulação foi denunciada desde o início pela candidatura de Diana.

Por isso, uma das questões mais denunciadas pelo MRT e sua grande defesa foi a do direito do povo decidir em quem votar, pois, ao mesmo tempo em que denunciava as conciliações com os capitalistas feitas pelo governo petista e não defendia nenhum tipo de apoio político a esse partido, Diana e as demais candidaturas do MRT mostravam o absurdo de que o candidato mais popular, Lula, estivesse preso.

Nesse contexto, Diana levou às eleições uma voz anticapitalista da classe trabalhadora não apenas para denunciar o processo manipulado das eleições, mas para colocar um programa dos trabalhadores que só pode ser conquistado através da organização independente, sem a conciliação de classes que o PT manteve durante treze anos de governo e agora procura reeditar. Nesse sentido, Diana denunciou com força a extrema-direita representada por Bolsonaro:

E denunciou como os ataques de Bolsonaro às mulheres estão a serviço de manter os interesses dos capitalistas que lucram com o machismo.

Levantou a necessidade de acabar com o pagamento da dívida pública, que é um roubo de mais de um trilhão de reais dos cofres públicos por ano que vai diretamente para o bolso de banqueiros e especuladores:

A questão da defesa das mulheres e da luta pelos seus direitos foi um dos pontos mais destacados da campanha de Diana, que sempre apontou como é necessário fazer um debate de estratégias dentro do movimento de mulheres. Ela ministrou um importante curso sobre Feminismo e Marxismo na Escola Nacional Florestan Fernandes. E em vídeos de campanha levantou essa questão fundamental:

Edir Macedo, que hoje se alia a Bolsonaro e lhe concede sua emissora para fazer sua campanha, foi também denunciado por Diana Assunção, que mostrou os imensos privilégios que as igrejas têm para seus negócios e sua defesa da ideologia machista que quer manter milhares de mulheres morrendo em consequências de abortos clandestinos.

Com os demais candidatos do MRT, Diana é uma incansável lutadora pela legalização do aborto de forma segura e gratuita, para que nenhuma mulher mais morra por abortos clandestinos.

Junto às companheiras do Pão e Rosas, Diana batalhou para que a imensa energia e disposição de luta das mulheres que se viu nos atos multitudinários do dia 29 contra Bolsonaro não fosse canalizada para uma via eleitoral, fazendo alianças com candidatas que conciliam com os golpistas, como Manuela D’Ávila e Haddad, ou até mesmo diretamente com golpistas como Ana Amélia e Marina Silva.

Ela também esteve presente no encontro regional do Pão e Rosas no Rio debatendo os rumos do movimento de mulheres e como enfrentar a extrema-direita e o capitalismo, e com qual estratégia:

Ligado a essa discussão sobre com que estratégia podemos vencer a direita e avançar para acabar com o capitalismo, Diana trouxe debates fundamentais sobre o PT como “mal menor” e a armadilha que consiste apoiar candidaturas como as de Haddad, que já sinaliza todo tipo de acordos com os golpistas e os capitalistas.

Nesse sentido, Diana vem trazendo um importante debate sobre como é necessário se organizar e lutar para poder derrotar Bolsonaro nas ruas, e não nas urnas, onde isso não pode ocorrer efetivamente.

Ao lado de seu companheiro do MRT, Marcello Pablito, Diana também levantou a defesa da universidade pública e da saúde pública expressando o combate em defesa da USP, que vem sendo duramente atacada pela reitoria e o governo de Alckmin/Marcio França:




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