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Diana Assunção: "Golpistas não serão derrotados com discursos, mas com manifestações e paralisações"

Hoje se consolida o reacionário golpe institucional. Não será com discursos que derrotaremos golpistas mas com manifestações e paralisação.

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

segunda-feira 29 de agosto| Edição do dia

Terminou agora o discurso de Dilma no Senado. Dilma relatou vários fatores de como foi a articulação do golpe institucional, que juntou a direita mais reacionária do país, com os Temer, Cunha e Bolsonaro como símbolos, com a imprensa e um judiciário que passa longe de ser neutro e está junto com os golpistas, como Sérgio Moro à cabeça. Eles querem avançar contra os direitos muito além do que o PT o fez, para isso estão dispostos a tudo.

A direita que o PT fortaleceu em seus anos de governo, agora se volta não só contra o PT, mas principalmente contra os trabalhadores e a juventude, os planos anti populares de Temer estão apenas esperando consolidar o golpe institucional para se colocarem em prática, são uma série de medidas desde a contra-reforma na Previdência e direitos trabalhistas, cortes na educação e saúde. Além da esperada Reforma Política que quer restringir ainda mais um regime, que já nessas eleições está impondo uma censura contra a esquerda.

Aos trabalhadores e a juventude não deveria estar reservado somente ser espectadores de um discurso, teria sido necessário, e vai seguir sendo frente ao governo golpista de plantão, superar a estratégia do PT frente ao golpe, que permitiu o golpe institucional passar sem levar a frente a resistência da classe trabalhadora, fazendo greves e mobilizações. Como eu sempre digo, o PT teme mais a luta de classes que os golpistas.

Dilma também mostrou em forte tom em seu discurso o machismo do governo golpista que sequer tem uma ministra, ainda que meia dúzia de mulheres ainda mais de um governo golpista não mudariam a situação de milhões de mulheres que vivem ataques e opressão todos os dias. E é preciso remarcar: foi o PT que abriu caminho a essa direita.

Temos que fortalecer a política dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, negros e LGBT. Agora está colocado um cenário de um governo mais conservador e reacionário contra as demandas dos setores oprimidos. Temos que combater essa direita golpista, que quer impor ataques e sua moral conservadora de “escola sem partido”, impedir os ataques a classe trabalhadora superando os entraves para sua mobilização que o PT lhe impôs. É hora de resistir à direita e seus ataques tirando lições da conciliação com a direita e com os empresários e erguer uma voz anticapitalista.




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