Política

REFORMA TRABALHISTA

Diana Assunção: "Basta de negociata, é preciso derrotar a reforma trabalhista"

No Dia Nacional de Lutas contra as reformas e os ataques conversamos com Diana Assunção dirigente nacional do MRT e ex-candidata a vereadora de São Paulo pelo PSOL. "A reforma trabalhista é um dos maiores ataques contra a classe trabalhadora brasileira" comentou.

sexta-feira 10 de novembro| Edição do dia

"Essa reforma ainda serve de modelo pra outros países, como estamos vendo na Argentina agora com o governo Macri também querendo avançar com reformas. Ao contrário do que o governo quer fazer parecer, a reforma trabalhista vai torno nossas vidas um inferno. Infelizmente as grandes centrais sindicais não tiveram como prioridade organizar um forte dia de paralisação para retomar as manifestações da greve geral de 28 de abril. Foram pouquíssimas as assembléias democráticas pra organizar a luta pela base. A prioridade das grandes centrais tem sido as negociações com o governo seja pelo imposto sindical seja pra impedir que a força da classe trabalhadora se demonstre novamente", comentou Diana.

"As mobilizações que estão acontecendo hoje em alguns estados do país precisam ser ponta de lança para uma mobilização generalizada em todos os estados que deveria começar por uma ampla campanha de solidariedade as greves do Rio Grande do Sul que estão há mais de um mês mostrando o caminho da luta para que os governos não descarreguem a crise sobre nossas costas. Vamos precisar tomar a luta em nossas mãos, em cada fábrica e local de trabalho organizando a resistência, mas exigindo das centrais sindicais que parem as negociatas e organizem a luta pela base", completou.

Para Diana o PSOL, a CSP-Conlutas, as Intersindicais e também movimentos sociais como o MTST tem um papel importante em colocar de pé um polo antiburocrático para exigir das centrais um plano de luta concreto pra enfrentar a reforma trabalhista.

"Seria fundamental sair das agendas de luta fragmentadas e organizar um enfrentamento conjunto ao principal ataque que marca a mudança de situação no país. Se todas estas entidades girassem todas suas forças para este combate, se todos os parlamentares do PSOL se colocassem de corpo nesta luta poderíamos avançar para um polo classista e antiburocrático que se dirigisse a base das grandes centrais chamando os trabalhadores a exigirem que suas direções parem de trégua. Nesta perspectiva o MRT está atuando nos locais de trabalho e estudo e contribuindo com o Esquerda Diário na batalha pra derrotar a reforma trabalhista, a lei da terceirização, a PEC 55, todos os ataques as liberdades democráticas e dos setores oprimidos bem como preparando o enfrentamento à Reforma da Previdência porque não vamos trabalhar até morrer", finalizou Diana. 




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