ROBINHO CONDENADO POR ESTUPRO E CONTRATADO PELO SANTOS

Diana Assunção: “Áudio é prova de estupro de Robinho, que diz querer homenagear Bolsonaro”

O escandaloso caso do atacante Robinho, contratado pelo Santos mesmo tendo sido condenado em primeira instância por estupro na Itália, e com um áudio que é uma prova do crime, mostra a absurda forma como se trata o machismo nos esportes. Após a repercussão, o Santos “suspende” o contrato, mas não rescinde.

sexta-feira 16 de outubro| Edição do dia

Após a contratação do atacante Robinho pelo Santos, mesmo com a condenação por estupro em primeira instância na Itália, a repercussão do caso foi imensa. Veio à tona um escandaloso áudio de conversa sua com amigo, em que fica provado, com a confissão do próprio jogador na conversa, que houve um estupro coletivo de uma mulher inconsciente. Na conversa, o jogador disse “estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, nem sabe o que aconteceu.”

Após a repercussão do caso, e apenas devido à ameaça de todos os patrocinadores do time – exceto a Brahma – de rescindir o patrocínio do clube, o Santos decidiu “suspender” o contrato “para que o jogador possa se concentrar exclusivamente na sua defesa no processo que corre na Itália”. O Esquerda Diário ouviu Diana Assunção, do grupo de mulheres Pão e Rosas e candidata a vereadora em São Paulo pela bancada revolucionária de trabalhadores do MRT, sobre esse caso absurdo:

“Robinho confessou o estupro coletivo em conversa com amigo. Uma situação repugnante, onde o jogador ri do que deixará marcas pro resto da vida na vítima. No país onde Carol Solberg é punida por gritar Fora Bolsonaro, a violência contra a mulher é encarada assim no esporte basta! Não é um detalhe que o Santos tenha contratado o jogador mesmo tendo acesso a esta conversa, e sabendo da condenação de Robinho na Itália. Robinho diz não estar nem aí porque aposta na impunidade, que é a regra para crimes desse tipo, ainda mais quando cometidos por ricaços como ele. Demonstra seu total desprezo pela vítima, e, não por acaso, depois se comparou a Bolsonaro, dizendo que é perseguido como ele, afirmando que faria um gol em homenagem ao presidente machista e misógino que já fez apologia ao estupro diante da imprensa.

O Santos, que já sabia da condenação, decidiu ‘suspender’ o contrato, e não rescindí-lo, ou seja, colocar panos quentes e ainda alegando que é para que Robinho possa ‘se concentrar em sua defesa’. Fez isto apenas com medo de perder seu patrocínio, e estas empresas ameaçaram retirar apenas por conta da repercussão negativa. Estão todos pensando em seus lucros, e pouco se importando com a vítima desse crime brutal.

Enquanto isto, Carol Solberg é punida por se manifestar politicamente contra o presidente. Isto é uma demonstração impressionante do autoritarismo, do machismo que dominam o esporte enquanto ele é tratado como um lucrativo negócio nas mãos dos capitalistas. Contra isso nos organizamos e lutamos.”




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