Mundo Operário

PANDEMIA

Dia do Gari: Comlurb ilumina o Cristo de Laranja mas mantém os essenciais expostos ao corona vírus

sábado 16 de maio| Edição do dia

Foto: Brasil de Fato

Hoje (16) é dia do gari uma das categorias essenciais ao funcionamento da sociedade que em 2014 na cidade do Rio de Janeiro em uma greve mostrou além de seu papel fundamental toda a garra de luta ao botar Eduardo Paes de joelho e conseguir um aumento de 36% nessa importante luta.

Esse ano em meio a uma pandemia de uma doença com as proporções da COVID-19 que se alastra rapidamente em um país onde a densidade demográfica é enorme, muitos locais onde faltam agua, e os hospitais estavam sendo sucateados e tendo seus leitos retirados por diversos governadores e pelos governos federais desde o governo Dilma. Nesse contexto o trabalho dos garis evidencia seu caráter estratégico e se torna ainda mais fundamental para a sanitização e higienização das ruas.

Os garis que são em sua grande maioria negros que são o setor da população brasileira que pegam os trabalhos mais precarizados e tem os piores salários ainda são todos os dias oprimidos pela polícia e todo aparato repressivo sendo os negros os que mais morrem nessa política de “atirar na cabecinha” do ultra reacionário governador Witzel e outros governadores que só pensam no lucro do patrão enquanto os negros morrem nas favelas.

Em 2014 os garis da cidade do Rio de Janeiro deram uma demonstração de luta e organização e unidade, passando por cima da burocracia sindical, lutando fortemente durante o carnaval derrotando o prefeito Eduardo Paes, arrancando direitos e um aumento de mais de 36%.

E não só na cidade do Rio de Janeiro a história dos garis é uma história de lutas e conquistas que se somam com as conquistas da classe trabalhadora de conjunto.
Hoje com a pandemia os garis tem mais um desafio pela frente contra o Marcelo Crivella que faz demagogia iluminando um dos maiores símbolos de Rio de janeiro o Cristo Redentor com as cores do uniforme dos garis enquanto alguns deles sofrem com a falta de EPI’s e o descaso de algumas gerências na falta de álcool em gel ou inclusive falta de sabonete e com a volta ao trabalho de alguns garis do grupo de risco.

Hoje nossa homenagem vai para esses trabalhadores essenciais que em 2014 mostraram que sem eles a cidade do Rio não funciona e que hoje esses trabalhadores de serviços estratégicos mantém a cidade limpa apesar da constante precarização e falta de preocupação das condições de trabalho por parte da Comlurb e da prefeitura. Muito obrigado Garis!




Tópicos relacionados

Coronavírus e racismo   /    Coronavírus   /    Garis   /    Rio de Janeiro   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar