Educação

GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO

Dia 15 de março inicia a greve geral na educação em Minas Gerais

O dia oito de março, primeiro dia internacional de greve das mulheres em décadas, foi marcado pela paralisação das categorias de professores das redes estadual de Minas Gerais e municipais de Belo Horizonte e Contagem.

quinta-feira 9 de março de 2017| Edição do dia

Assembleia da rede estadual em Belo Horizonte

Em todas as assembleias foi votado início de greve por tempo indeterminado a partir do dia 15 de março, contra a reforma da previdência e pelas demandas específicas dos professores e quadro administrativo.

Além das pautas específicas dos trabalhadores da educação, que terão que se enfrentar com os prefeitos Alex de Freitas do PSDB em Contagem e de Kalil do PHS em BH, todas as assembleias incorporam a luta contra a reforma da previdência. Em Contagem, com trabalhadores da rede municipal e FUNEC que tiveram seu último aumento salarial em 2014, as profissionais do quadro administrativo marcaram forte presença de suas demandas como parte dos setores mais precarizados na rede e onde pesa com maior peso a prática na prefeitura e diretores de unidade de assédio moral e rompimento dos contratos precários.


Assembleia da rede municipal de Contagem

Na rede estadual foi distribuída a notificação enviada pelo sindicato SindUTE-MG ao governador Fernando Pimentel de descumprimento do acordo do piso salarial assinado em 2015 pela categoria. Foi muito firmado na assembleia da rede estadual o fato de que todos os profissionais da educação podem aderir à greve após a decisão coletiva da categoria como parte de coibir o assédio moral e possíveis desrespeito ao direito de greve por parte das direções escolares e inspetores. Toda essa orientação está no boletim 131 do SindUTE.

A dirigente sindical do SindUTE, Beatriz Cerqueira, em assembleia também se pronunciou sobre a crise de calamidade financeira no estado de Minas gerais, governado por Pimentel do PT, em sua defesa do início da greve no dia 15/03: “Não venham jogar a crise da calamidade pública nas nossas costas”.

Entrevistamos Flavia Valle, professora da rede estadual e da E.E. Helena Guerra em Contagem, escola que aderiu 100% à paralisação do dia 08/03, e ex-candidata do MRT pelo PSOL na mesma cidade:

“Ontem foi um dia muito importante com a votação do início da greve nas redes estadual e municipal. Podemos caminhar para uma greve estadual unificada na educação contra a reforma trabalhista e da previdência e contra os ataques à educação por parte dos governos. Podemos caminhar para ter um comando de greve unificado de todas redes pois se nossos inimigos são grandes as diversas categorias devem somar nossas forças para ampliar nosso poder de mobilização.

Na rede estadual, há muito tempo o governo estadual de Pimentel rompeu o acordo com nossa categoria. E enfim ontem a direção sindical do SINDUTE-MG assumiu a orientação necessária para que a crise da calamidade pública no estado não siga sendo descarregada pelo PT nas costas dos trabalhadores, da juventude e da população: começarmos uma greve. Porém, agora é necessário construir a greve pela base, com os professores sendo protagonistas das decisões desde as escolas e cidades.

Precisamos de um comando de greve com professores eleitos pela base e é necessário que o Conselho Estadual e Municipal de Representantes se diluam num grande comando de greve pela base. Apenas assim teremos mais condições dessa greve não ser usada como manobra para os interesses do PT de negociar a reforma da previdência, como já veio tentando fazer Fernando Pimentel ao se reunir com 56 deputados federais de Minas Gerais, grande parte deles golpistas do PMDB, para negociar condições melhores para a dívida púbica do estado. Não vamos aceitar isso!

Sabemos que a direção do nosso sindicato estadual é composta majoritariamente por correntes petistas e do PCdoB que também vem negociando com os golpistas. E sabemos que os rumos de uma luta unificada vai passar em grande medida pela força de mobilização na rede estadual de professores. Agora é o fim da trégua aos golpistas e ao governo estadual de Pimentel e queremos os trabalhadores na linha de frente da luta contra a reforma da previdência e trabalhista e contra os ataques do governo estadual e municipais!”, afirmou a professora Flavia Valle.




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