Juventude

RIO GRANDE DO NORTE

Dezenas de milhares em Natal mostram grande força para barrar os cortes e a Reforma da Previdência

Como parte desse grande dia de paralisação nacional, dezenas de milhares de estudantes das universidades públicas e privadas, institutos federais, professores e trabalhadores com suas famílias, marcharam sob as ruas de Natal.

quinta-feira 16 de maio| Edição do dia

O ato caminhou do Natal Shopping ao Midway, ocupando todas as vias, apesar da tentativa das entidades que convocaram o ato, sobretudo CUT e UNE, de garantir que fosse ocupada apenas uma via, sob acordo prévio com a PM do estado.

Teve destaque no ato a enorme presença de estudantes dos institutos federais, que organizaram os maiores blocos da manifestação. Mas também algumas importantes categorias de trabalhadores marcaram presença, como os trabalhadores técnico administrativos e docentes da UFRN, funcionários e professores dos Institutos Federais, e professores da rede municipal e estadual de Natal.

Além disso, os estudantes de Ciências Sociais da UFRN organizaram um bloco que impôs a quebra do cerco policial à saída da manifestação e ocupação de vias laterais. A frente do bloco, esteve a faixa dos estudantes de Ciências Sociais em repúdio aos cortes e à reforma da previdência, parte de uma contundente intervenção contra o governo Bolsonaro.

No meio da manifestação, a policia tentou deter 4 estudantes em frente a sede do PSL, alguns deles menores de idade, reprimindo e tentando criminalizar setores da manifestação.

O Esquerda Diário esteve presente na manifestação e somou àqueles que acreditam na necessidade de que essa enorme força demonstrada esteja a serviço de combater os cortes, mas nunca separados do combate à Reforma da Previdência. Compusemos um bloco junto a estudantes da UFRN que compõem o grupo de estudos Armas da Crítica, como parte de uma atuação comum com interesse de organizar jovens marxistas para construírem uma alternativa anticapitalista e revolucionária, ao lado dos trabalhadores da cidade.

Os jornais da grande imprensa de todo o país, assim como o Tribuna do Norte, quiseram que o repúdio a essa reforma fosse escondido, se apoiando na política levada a frente sobretudo pela UNE, CUT, CTB e Frente Povo Sem Medo. Convocaram essa manifestação em defesa da educação, deixando o tema da reforma apenas para a demagogia de alguns sindicalistas que se recusaram a organizar suas categorias para lutarem contra a reforma hoje ao lado de estudantes e professores.

No estado de Fátima Bezerra (PT), parte dos governadores do Nordeste que negociam hoje com Paulo Guedes o apoio a reforma de Bolsonaro com algumas alternações, em troca de apoio fiscal ao estado, se faz evidente a que política essa separação por parte da UNE e Centrais Sindicais petistas (com silencio ensurdecedor do PSOL e da CSP-Conlutas) está favorecendo. Uma política que não quer combater a reforma, mas apenas “negociá-la” sem mudar o essencial: garantir que trabalhemos até morrer.

Com a entrada do movimento estudantil em cena, a partir das dezenas de assembleias que reuniu milhares, temos as condições de estruturar a nossa mobilização através de uma coordenação nacional com delegados eleitos nas universidades, que permita também ajudar na organização dos trabalhadores para impedir que descarreguem a crise capitalista nas nossas costas. Somente através da nossa auto-organização é que podemos utilizar toda nossa energia revolucionária para atacar os capitalistas e manter os nossos direitos.




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