Devido a profunda precarização da USP, o número de docentes pedindo por demissões dispara

O número de docentes que pedem demissão da Universidade de São Paulo dispara nos últimos três anos.

terça-feira 28 de janeiro| Edição do dia

O número de docentes que pedem demissão da Universidade de São Paulo dispara nos últimos três anos.

De 2017 a 2019, 73 docentes pediram exoneração da USP, e 70 solicitaram afastamento não remunerado, mostram dados obtidos pela Folha após pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação. Nos três anos anteriores a esse período (2014 a 2016), foram 47 demissões a pedido e 23 licenças do mesmo tipo.

As demissões estão ligadas à crescente e profunda precarização que vem sofrendo esta e todas as universidades públicas do país. Falta de materiais, verbas, fechamentos de hospitais universitários e ameaça de privatizações afetam a estabilidade dos funcionários. O ataque à ciência, à pesquisa e à discussão política está na mira desse governo.

As demissões dão ainda mais abertura para contratos de docentes temporários e com ridículos salários baixíssimos, apesar da grande e completa formação acadêmica desses profissionais.

A precarização que se aprofundou, principalmente, depois do golpe institucional de 2016, período em que ocorre o brutal aumento de pedido de demissões e afastamento, é um dos objetivos do golpe e do nefasto projeto de governo de Bolsonaro, pois reconhece nos estudantes e trabalhadores desse polo ideológico e de discussão política, uma força opositora a todos os ataques que implementou ou ainda pretende implementar como a Reforma da Previdência ou, agora, a Reforma administrativa; mais uma vez atacando o funcionalismo público.

Defendemos que as entidades de estudantes e trabalhadores, em aliança, defendam a universidade pública, gratuita e de qualidade. O direito a pesquisa, o fim do vestibular para que todos tenham o direito de estudar e a contratação de professores com contratos formais de dedicação exclusiva para que não seja necessário fechar vagas ou cursos inteiros, dificultando ainda mais os que tentam furar o filtro social e racial do vestibular.




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