Sociedade

CRISE AMBIENTAL

Desmatamento na Amazônia cresce 78% em meio à pandemia

Em meio à crise sanitária e social no país, estudos mostram que o desmatamento da Amazônia vem crescendo de forma alarmante em plena pandemia. Houve um aumento de 78%, no período de agosto de 2019 a maio de 2020, em relação ao mesmo período de 2018 a 2019. Cerca de 30 instituições financeiras enviaram cartas às embaixadas brasileiras ameaçando retirar seus recursos do país caso o governo não trabalhe para conter o desmatamento. Em meio à demagogia dos banqueiros e aliados das multinacionais, que se beneficiam das riquezas da Amazônia, o tema da crise ambiental veio ganhando contornos políticos nos últimos anos, expressando disputas interestatais e a pressão de um crescente descontentamento, em especial da juventude, com os impactos negativos sobre o meio ambiente.

quarta-feira 24 de junho| Edição do dia

O desmatamento na Amazônia cresceu quase 80% a mais neste ano em comparação ao ano passado. É escandaloso pensar que o desmatamento já havia tido um crescimento exorbitante desde o começo do governo Bolsonaro, que foi marcado pelo avanço recorde de desflorestamento em áreas indígenas, assim como as queimadas que chegaram a deixar cinza o céu de São Paulo. O episódio teve repercussão internacional, com o embate entre Bolsonaro e Macron, e foi marcado por diversas manifestações da juventude em defesa do meio ambiente, que ficaram conhecidas como “greves pelo clima”.

Depois da absurda fala do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em reunião ministerial, de que o cenário da pandemia era a oportunidade de “passar a boiada”, deixando claro que a crise sanitária com a morte de milhares de brasileiros pela pandemia do Covid-19 representa para o governo Bolsonaro uma “oportunidade” de aumentar a destruição ambiental, devido a atenção da mídia estar nos casos de coronavírus. Desse modo, o governo mostrou, mais uma vez, estar ao lado dos grandes latifundiários e setores do agronegócio, que são seus aliados e promoveram parte significativa das queimadas do ano anterior.

Além disso, Bolsonaro e os militares usaram da operação Garantia de Lei e da Ordem (GLO) na região amazônica, sob o comando de Mourão, como experimento para responder de forma autoritária e repressiva os problemas de uma possível reação social que pode surgir como reflexo da crise sanitária, que no Brasil hoje já tem mais de 1 milhão de infectados e mais de 50 mil mortes, sendo a região Norte a que mais sofre com os impactos dessa crise, com superlotação dos hospitais e cemitérios, onde, por descaso do governo, foram construídas valas comuns para enterrar os mortos .

Por isso, se faz necessário defender uma saída independente dos trabalhadores, com o Fora Bolsonaro, Mourão e militares, sem nenhuma confiança em Maia e no STF. Somente a classe trabalhadora, o movimento indígena e os trabalhadores do campo podem dar uma resposta e apontar uma saída para a crise sanitária e a esses ataques ao meio ambiente e aos povos indígenas. A nossa luta deve ser por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para que o povo decida sobre os rumos do país.




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