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Novos dados do IBGE | Desemprego recua pouco, mas com taxa altíssima, menores salários e mais trabalho precário

Novos dados do IBGE indicam leve diminuição da taxa de desemprego, mas com alta maior em trabalhos informais e sem carteira e com a menor taxa de rendimento real desde o início da série histórica iniciada em 2012.

sexta-feira 28 de janeiro | Edição do dia

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou hoje, sexta-feira (28), dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Alguns dados são relevantes e mostram uma situação dramática para os trabalhadores brasileiros.

A taxa de desemprego de setembro, outubro e novembro de 2021 ficou nos 11,6%, um total de 12,4 milhões de brasileiros que estão buscando emprego. Esses dados de desemprego indicam apenas um total de pessoas que estão buscando emprego, e não pessoas que estão sem emprego em geral.

Há outros milhões de brasileiros que não estão em busca de emprego pelas mais variadas razões, mas que também não estão ocupados – sem contar os milhões ocupados em empregos informais, bicos, etc. Ou seja, o buraco é ainda mais embaixo do que indicam esses já astronômicos 12,4 milhões.

Houve um recuo na taxa de desemprego: no trimestre encerrado em outubro, o IBGE indicou 12,1% de desemprego. Veja o gráfico feito pelo G1 abaixo:

Apesar do governo Bolsonaro alardear essa leve diminuição como grandes conquistas de Paulo Guedes e Cia., o recuo é acompanhado de mais trabalho precário, sem direitos, e menores salários. Até hoje fazem propaganda da fracassada reforma trabalhista, que supostamente acabaria com o desemprego (junto da reforma da previdência e outros ataques), mas a bem dizer só ampliaram o desemprego, diminuíram os salários e os direitos.

- Sobre o assunto, leia mais aqui: Mentiroso, Bolsonaro diz que a reforma trabalhista não tirou direitos do trabalhador

Ainda sobre os dados da Pnad, nesse mesmo período o número de empregados sem carteira assinada no setor privado cresceu 7,4% em comparação com o trimestre anterior, ao passo em que o número de empregados com carteira, a alta foi de 4%. Ou seja, proporcionalmente cresceu o trabalho precário em comparação com o com carteira assinada.

Os números referente aos rendimentos reais dão um panorama ainda mais drástico da situação. O rendimento real é o menor da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em comparação com o trimestre anterior, o rendimento caiu 4,5%, para R$ 2.444.

A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, explica: “Isso significa que, apesar de haver um aumento expressivo na ocupação, as pessoas que estão sendo inseridas no mercado de trabalho ganham menos. Além disso, há o efeito inflacionário, que influencia na queda do rendimento real recebido pelos trabalhadores”

Leia também: Alckmin, Estadão e Paulinho da Força juntos defendem a reforma trabalhista. Lula recua para manter alianças com a direita




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