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DESEMPREGO

Desemprego mundial sobe em janeiro e revela a falência das saídas capitalistas para a crise

Em meio a situação mundial caótica gerada pela crise capitalista que se agrava desde 2008, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento) divulgou dados alarmantes sobre a taxa de desemprego a nível mundial em diversos países.

quarta-feira 11 de março| Edição do dia

Trabalhadores fazem fila por 4 mil vagas de trabalho em SP (Foto: 2018)

Dentre tensões políticas entre Estados Unidos a Irã, desaceleração do crescimento econômico devido ao surto de corona vírus e a queda do petróleo, a população mundial sofre com outra consequência da degradação da economia capitalista, a onda de desemprego em nível mundial atingiu um novo patamar segundo a OCDE chegando à 5,1 %, segundo esses dados, um total de 39 milhões de desempregados no mundo.

A realidade é que esses dados são bastante questionáveis, nos marcos que só no Brasil são cerca de 12 milhões de desempregados. Certamente que esse número a nível mundial é muito superior ao que aponta a OCDE. Mas os dados do crescimento do desemprego revelam a miséria que o capitalismo está promovendo a nível mundial, em diversos países aumentando as formas precárias de emprego, atacando direitos trabalhistas, que não resolveu em nada a crise capitalista. Com essa nova escalada das tensões econômicas que mencionamos antes, a realidade do desemprego e do subemprego só tende a se agravar.

O Brasil é um grande exemplo disso. O crescimento do desemprego teve uma pequena queda mas com a contrapartida de isso ser devido ao aumento da terceirização e uberização do trabalho com grandes empresas como Rappi, Ifood e Uber oferecendo trabalhos extremamente precários, sem vinculo empregatício e forçando jovens a pedalar mais de 12 horas por dia. Países como México, Japão, Coreia e Austrália aumentaram significativamente seu percentual de desemprego sendo a Austrália uma das mais atingidas com 5,3% e o México elevando seu percentual a 4% no mês de janeiro.

Ao que tudo indica, o mundo caminha a uma grande recessão econômica da qual a principal saída vislumbrada pelos grandes capitalistas são as grandes reformas, tal como a da previdência no Brasil, e as retiradas dos direitos conquistados pelos trabalhadores em diversos países. Ao mesmo tempo em que aumentam as demissões fazendo com que a juventude e as mulheres, que são os setores mais desempregado no mundo tenham que recorrer a empregos cada vez mais precários e insalubres assim fazendo com que a crise seja paga pelos trabalhadores e o povo pobre.

Frente ao cenário de uma nova onda de rebeliões da classe operária e da juventude em diversos países do mundo, com destaque pro Chile e França, assim como marchas históricas de mulheres nesse 8M, é preciso debater como essas mobilizações podem se desenvolver para impor aos capitalistas de cada país medidas urgentes e radicais para terminar com essa mazela mundial que é o desemprego.

Essa medida deve partir da necessidade da redução da jornada de trabalho sem redução salarial, dividindo as horas de trabalho entre todas as mãos disponíveis, acabando com todo tipo de contratação temporária, terceirizada, para que tenham plenos direitos a toda a classe trabalhadora.

Só assim podemos aspirar de fato um mundo que o direito ao trabalho seja uma realidade, com pleno emprego e tempo livre à todos, o que possibilitaria a humanidade a desenvolver o máximo de suas capacidades, desenvolvendo ciência, arte e cultura como nunca se deu antes na história.




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