Política

PRIVILÉGIOS

Desembargadora afastada por envolvimento com o tráfico recebeu R$261 mil mantendo seus privilégios

A desembargadora Encarnação das Graças Salgado recebeu entre junho a outubro de 2016, subsídios de R$261 mil reais. A juíza está afastada por conta da Operação La Muralla 2, que investiga a sua ligação com a facção Família do Norte que é envolvida em uma série de assassinato, roubos e tráfico de drogas.

quinta-feira 5 de janeiro| Edição do dia

O Superior Tribunal de Justiça afastou Encarnação da Corte em junho do ano passado do ano passado pelo período de seis meses. A suspensão foi renovada em dezembro por mais seis meses.

O salário básico da júiza é de 30.471,11. Soma - se a este valor, indenizações e ’’vantagens pessoais’’. Se for levar em conta os subsídios brutos, Encarnação se beneficiou de R$ 261,059,09 entre o período de junho a outubro de 2016. A remuneração mensal da juíza neste período ficou acima do teto constitucional de 33.763.

No mês de setembro do ano passado, a desembargadora teve o maior rendimento liquido do período: R$ 48.713. O total de crédito a Encarnação foi de 58.504,04. O seu salário se manteve no nível do período em que recebia antes de ser afastada: R$ 48,713,59. Este valor foi recebido em fevereiro, abril e maio.

A decisão da Corte Especial do Supremo Tribunal de Justiça para afastar a desembargadora se deu por conta do pedido do Ministério Público Federal, que atribui a magistrada o recebimento de propina em troca de decisões favoráveis a integrantes da Família do Norte.

O que a grande imprensa, a direita e os políticos da ordem escondem é que por trás da ’’maquina do crime organizado’’ existem juízes, deputados e senadores dos principais partidos da ordem, policia, empresas privadas de presídios e apresentadores de programa policial. Todos aqueles a serviço de garantir a taxa de lucro dos grandes empresários que lucram com a proibição da venda de drogas.

Isso mostra também que o Judiciário é uma instituição seletiva e arbitrária, que tem como objetivo oprimir a população pobre. É importante frisar que casos como o judiciário é responsável por jogar a população pobre e negra do Brasil nas prisões.




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