REFORMA TRABALHISTA

Desafiando a greve do #28A Câmara quer votar fim da CLT essa semana

terça-feira 25 de abril de 2017| Edição do dia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que pretende votar a reforma trabalhista em Plenário até quinta-feira (27). A análise da proposta em Plenário deve começar na quarta-feira (26). Com a tramitação urgente os empresários e seus políticos por ideologia e corrupção querem extinguir diversos direitos dos trabalhadores à toque de caixa e sem debate. Hoje a Câmara prevê uma votação "express" na Comissão Especial e amanhã ou quinta no plenário. Querem mostrar serviço com esse ataque antes da importante paralisação nacional que ocorrerá nesse #28A.

Como mostramos nessa matéria a reforma trabalhista, visa impor jornadas semanais de 28horas, trabalho intermitente onde o patrão chama o trabalhador no horário que quer, e fará muitos trabalhadores estarem empregados mas sub-remunerados, coloca grávidas para trabalhar em áreas de risco entre diversos outros absurdos.

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Nesta segunda-feira (24), o Psol protocolou no Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança para anular a votação do regime de urgência, aprovado na última quarta-feira (19), depois de ter sido rejeitado pelo Plenário no dia anterior.

Rodrigo Maia afirmou esperar que o STF não altere o cronograma de votações na Casa. “O regimento foi cumprido de forma correta, não se votou o mérito de nenhum projeto, e aí, certamente, não poderia ter novamente a votação da matéria. Mas, a urgência, o Plenário tem direito de votar a qualquer momento. O Plenário pode dizer agora que não cabe urgência, pode dizer daqui a cinco minutos que cabe urgência”, explicou.

Os trabalhadores precisam mostrar nesse #28A sua força, e assim superar os limites colocados pelas direções de sindicatos e centrais sindicais que deram uma trégua a esse governo de ataques aos trabalhadores. É preciso se apoiar na mais forte paralisação que os trabalhadores farão em décadas para preparar uma greve geral até derrubar Temer e seus ataques e com essa força impor uma nova Constituinte para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.

Com informações da Agência Câmara




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