Política

ATO DO DIA 23

Derrotar o ajuste de Dilma, Lula e do PT!

sexta-feira 23 de outubro de 2015| Edição do dia

A crise política que vivemos é um sintoma de junho de 2013 que questionou fortemente esta “democracia” degradada que governa o país. No ano de 2015, quando a crise econômica começa a dar sinais no Brasil, os principais partidos da ordem, da “velha política” capitalista, precisam lançar mão de todas as manobras políticas para conter seu desgaste enquanto o governo Dilma aplica um grande “golpe” com o ajuste fiscal que corta da saúde, da educação, aumenta a idade das aposentadorias, corta o seguro desemprego. O saldo é o aumento do custo de vida, aumento do desemprego que vai afetar a juventude trabalhadora, e a retirada de direitos como as novas regras do FIES que dificulta com que os jovens possam se formar no ensino superior, enquanto o repasse de dinheiro público a essas faculdades privadas só aumenta.

A casta política ainda propõe que se reduza a maioridade penal ou aumente as penas dos jovens presos com a alteração do ECA. Ou seja, crise e repressão para os jovens e os trabalhadores, para os empresários, lucros exorbitantes. Além disso, com o projeto de lei PL 4330, que aprofunda e multiplica a terceirização, destina a juventude a que ocupar os postos mais precarizados, multiplicando o processo de precarização do trabalho que aumento muito no governo do PT, indo de 4 milhões à 12 milhões de postos de trabalho terceirizados neste período. Mas só isso não basta: com apoio da UNE, o governo federal retira o acesso à cultura aprovando a redução da meia-entrada. No Rio de Janeiro, a mesma política é aplicada pelo o governo de Pezão e Eduardo Paes, do PMDB em aliança com o PT. Jovens negros são proibidos de acessar a praia pela via das blitz raciais e as linhas de ônibus serão cortadas para excluir da praia a população da periferia, reservando a esses jovens a repressão e a morte pelas polícias da UPP.

Para conter o surgimento de uma força política que seja alternativa aos ajustes, e para isso ter independência tanto da velha direita quanto do governo Dilma, o petismo usa seu braço dentro dos movimentos sociais e pela via da burocracia sindical contruíndo uma frente para blindar seu governo no momento em que aplica os ajustes neoliberais, com a “Frente Povo Sem Medo”. E para esta tarefa de proteger e sustentar o governo do PT, também conseguiu atrair o PSOL.
Não é possível lutar contra o ajuste fiscal ao lado da CUT, que é “ajustadora” através do PPE que reduz o salário dos trabalhadores. Além disso, Cunha e as figuras políticas representantes da “onda conservadora”, fundamentalistas como Marcos Feliciano e outros foram carregados nas costas pelo PT que agora está negociando com Cunha para abafar o impeachment e chegar a um acordo de governabilidade, quando este está afundado na lama da lava-jato. Por isso, achamos que o PSOL deve romper com esta frente e reconhecê-la como um erro, ao contrário do que da a entender Luciana Genro, ela é o oposto do que é preciso fazer para surgir a terceira força.

A CONLUTAS e a ANEL, entidades independentes do governo federal, podem cumprir um grande papel neste processo, organizando um pólo classista anti-governista que possa ser de fato que se empenha a ajudar estas greves e os conflitos à serem vitoriosos, apoiando as greves como dos bancários, ou os secundaristas de SP que lutam contra o fechamento das escolas.

Para convocamos todos ao ato do dia 23, nem com o governo nem com a direita. Mas batalhamos para que estes atos não passem de meras demonstrações de força, e sirvam para organizar um pólo combativo da luta de classes, uma força necessária, sem a qual as palavras de “Greve Geral” lançadas pelo PSTU que é direção majoritária da ANEL e CONLUTAS não passam de propaganda abstrata.

É preciso organizar em cada local de trabalho e de estudo uma força real que represente os trabalhadores e a juventude, com independência da direita e do PT. Sem este objetivo claro, as palavras de ordem de “derrubada do governo” podem servir de coro para o movimento do impeachment. Essa força deve ter como centro os processos de luta elevando a luta ao enfrentamento com a casta política e o ajuste fiscal, lutando para impor uma assembléia constituinte pela mobilização, que acabe com os privilégios dos políticos, taxe as grandes fortunas suspendendo o pagamento da dívida externa e estatizando os bancos e setores estratégicos da economia, sob controle dos trabalhadores e da população.




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