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Derrotar Trump e os golpistas brasileiros: a juventude mostra o caminho

Mal saiu o resultado eleitoral e milhares de jovens tomaram as ruas, escolas e universidades contra esse resultado que levará a ataques profundos às condições de vida da maioria da população americana e em todo o mundo

Maíra Machado

ABC paulista

quarta-feira 9 de novembro| Edição do dia

A expressão do fracasso da centro esquerda se mostrou de maneira bruta nas eleições norte-americanas. Trump multimilionário, racista e misógino ganhou a maioria dos votos e será o próximo presidente do Estados Unidos. O desgaste com o governo democrata, o desemprego massivo que assola o principal império do mundo e a revolta contra o estabishment de Washington pesou mais que o discurso do medo.

São muitos os que se apavoram aqui em solo brasileiro com esse perspectiva, Trump lá e Temer aqui, mas precisamos ver os caminhos que nos levaram a essa situação de que maneira podemos nos enfrentar com esses governos ajustadores. Foi o PT que abriu o caminho pra direita reacionária, se adaptou à corrupção capitalista e entrou de cabeça nos esquemas encabeçados pela alta burguesia e todos os seus representantes no parlamento. O PT e Dilma foram a ponta de lança nos ajustes contra os trabalhadores e a juventude, governaram junto com grandes empresários e latifundiários e por isso, por mais que quiesessem fazer o discurso do mal menor, não convenceram que poderiam apresentar uma solução para a crse capitalista que chegou com força em nosso país.

Obama e Hillary Clinton, apesar de serem de um partido diretamente burguês e não de origem operária como o PT, cumpriram um papel muito parecido nos EUA e abriram as portas para a demagogia de direita de Trump e assim como aqui não estão dispostos a se enfrentar com os interesses capitalistas. Hillary já garantiu a transmissão pacífica de poder e pediu para que seus eleitores dêem uma chance a Trump, mas ela não pode com suas declarações impedir o desenvolvimento da luta de classes.

Mal saiu o resultado eleitoral e milhares de jovens tomaram as ruas, escolas e universidades contra esse resultado que levará a ataques profundos às condições de vida da maioria da população americana e em todo o mundo. Assim como aqui a juventude se mostra como ponta de lança da luta necessária contra os governos de defesa do capitalismo e seus privilégios.

A onda conservadora no mundo nos deixa uma lição imediata: é preciso construir uma ferramenta de luta e de esquerda que possa dar uma saída de fundo para as demandas das mulheres, dos negros, dos LGBT e dos trabalhadores, que por medo do desemprego e pelas experiências com governos de conciliação entregam seu futuro nas mãos da direita conservadora. No Brasil a CUT e a CTB ainda se negam a lutar seriamente, organizam passeatas midiáticas, mas não movem um dedo para construir uma enorme paralisação da produção capitalista que possa impor uma nova correlação de forças.

No Brasil e nos EUA precisamos nos apoiar na força da juventude que luta, é a nova geração que pode mostrar o caminho. São eles que fazem barricadas, tomam as ruas e as escolas e universidades e são eles que dão força para uma grande mobilização unificada que derrote o governo e transforme a indignação com o regime e a falta de representação em luta.




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