Política

Deputados privilegiados mantêm as reformas a qualquer custo

Hoje, 24 de maio, está acontecendo uma enorme marcha em Brasília contra as reformas da previdência e trabalhista que o governo Temer e centenas de parlamentares que esbanjam e nadam em privilégios querem aprovar contra a população.

quarta-feira 24 de maio| Edição do dia

Enquanto a população padece com o desemprego e ameaça de ver seus direitos usurpados por políticos privilegiados, em um momento de crise política no qual o PSDB e DEM, diante da fragilidade do governo Temer, já se articulam para impor eleições indiretas e apresentar um nome que poderia substituir Temer, isso porque querem manter as reformas a qualquer custo.

Arthur Maia (PMDB-BA), relator da reforma da previdência, tem um patrimônio declarado de quase R$ 1 Milhão de reais, assim como os seus colegas deputados trabalha no ar condicionado apenas alguns poucos dias da semana, enquanto isso quer obrigar mulheres se aposentem com 62 anos e homens com 65, com 49 anos de contribuição para conseguir a aposentadoria integral.

Com as mudanças previstas na reforma previdência, somado as alterações da reforma trabalhista, vão dificultar a possibilidade de trabalhar com carteira assinada aumentando a precarização do trabalho, isso irá reduzir a média salarial. Ou seja, reduzir a aposentadoria se os trabalhadores e trabalhadoras um dia conseguirem se aposentar. O relator da reforma trabalhista, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), possui um patrimônio declarado de 1.107.857,66.

O presidente Temer se aposentou com 55 anos e ganha mais de R$ 30 mil. O valor médio dos benefícios concedidos pelo INSS, em maio de 2016, foi de R$ 1.303,58 para os trabalhadores urbanos e de R$ 880,84 para os rurais. A aposentadoria média dos parlamentares é 7,5 vezes superior à média do INSS para os trabalhadores comum. A aposentadoria média de um parlamentar é de R$ 14mil, todo os reajustes salariais que deles é repassado para a aposentadoria, aumentando o valor total, difente da ampla maioria dos trabalhadores que sofrem drásticas reduções salariais quando se aposentam.

O Esquerda Diário impulsionado pelo Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) sempre denunciou os privilégios dos políticos, e nesse momento se faz necessário reforçar que enquanto o desemprego avassala a classe trabalhadora, os mesmos empresários que lucram milhões com isso, e parlamentares querem aprovar uma série de medidas para nos fazer trabalhar até morrer. Essa corja de políticos privilegiados no poder mantêm seus privilégios enquanto descarregam toda a crise nas costas dos trabalhadores e da juventude.




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