Política

REFORMA POLÍTICA

Deputados fecham acordo pela cláusula de barreira que exclui a esquerda e os trabalhadores

terça-feira 22 de agosto| Edição do dia

A sessão da Câmara para votar a reforma política que perpetua corruptos e poderosos no poder não teve quórum para a votação. O placar foi reiniciado e uma nova sessão foi reaberta agora à noite.

Durante toda a tarde, um punhado de deputados tomavam o microfone e faziam falas sobre temas próprios de suas localidades, totalmente desconectados da reforma política. Quem ligasse a TV teria a impressão de que o horário político eleitoral já havia começado neste ano.

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O impasse para a votação entre um grupo de deputados que defendo o "distritão" e outro que defende a lista fechada, sem contar o desacordo entre os partidos com relação ao financiamento, se se manteria um fundo público de campanha que privilegia três ou quatro partidos ou a liberação para voltar a receber dinheiro a torto e a direito das empreiteiras que não pararam de comprar deputados mesmo sendo "proibido".

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Com isto, a única coisa certa até então, que todos partidos concordam é: temos que tirar a voz da esquerda e dos trabalhadores. A esquerda, no caso, é a esquerda mesmo e não o PT, que também concorda com a restritiva cláusula de barreira que exige 9 deputados em nove estados diferentes para permitir que se tenha acesso a tempo de TV ou se possa participar de comissões no parlamento (caso contrário será um "semi-deputado").

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Com isto, a sessão na Câmara não se encaminhou, e não irá encaminhar a votação hoje, ficando por enquanto este acordo nos bastidores e a provável votação do texto base da reforma política junto à cláusula de barreira, votando os destaques em separado.

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A reforma política tem um alvo: a esquerda e os trabalhadores




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