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METRÔ

Deputados do PSOL são barrados ao tentar investigar acusações contra o Metrô

Após mais uma denúncia contra o sucateamento dos transportes e uso indevido de dinheiro público, Raul Marcelo e Giannazi são barrados na manutenção do Metrô.

sexta-feira 29 de abril de 2016| Edição do dia

Carlos Giannazi e Raul Marcelo, ambos deputados do PSOL, foram ao pátio de manutenção Metrô Jabaquara (PAT) representando a frente Parlamentar em Defesa do Metrô a partir da denúncia feita de que haveria um trem novo, sem uso até então, parado a mais de 2 anos sem nunca ter circulado nos trilhos do Metrô. A denúncia diz que os mesmos já constaram a existência pelo menos 11 trens parados na garagem da CAF em Hortolândia da mesma forma.

Como publicou em sua página do Facebook, Raul Marcelo e Guianazi encontraram também no PAT mais um trem esse ainda envelopado. Mas os deputados mal puderam verificar, pois foram expulsos pela chefia da manutenção com a desculpa que "ali era uma área operacional", impedindo os deputados de buscarem informações a respeito disso. Porque os trens estão a tanto tempo parados e sem uso na manutenção?

O que a chefia tenta esconder é o que já foi constatado, de que embora a oferta de trens para a população vem diminuindo nos últimos anos como vem sendo denunciado na imprensa, milhões foram gastos em trens que não podem circular e que começam, inclusive, perder a garantia de fábrica, o que agrava mais ainda a situação desses trens em desuso. A empresa segue mentindo ao tentar justificar que os "trens parados passam por rodízio". Cada trem deste parado custou em torno de 25 milhões!

A compra desses trens que já deveriam estar a serviço da população é mais um caso do cartel que envolve a empresa e multinacionais. A empresa esconde que esses trens não circulam porque vem adaptados a uma tecnologia (CBTC) que a Alstom começou a implementação em 2010 na Linha 2 Verde, e até hoje não terminou, somente causou danos aos usuários que sofrem cotidianamente com as falhas na via na Linha 2.

Milhões foram gastos tanto na tentativa da implementação do CBTC, quanto na modernização dos trens antigos para que servissem ao novo sistema, mas todos tiveram que depois voltar a usar a tecnologia atual (ATC) pois a implementação da mesma não funcionou, ficando a compra desses trens novos um "dinheiro jogado no lixo", pois quando deveriam servir a Linha 5 de nada servem. Na audiência pública o sindicato denunciou que há pelo menos mais 50 trens novos parados e seu uso, enquanto a população segue passando sufoco nas linhas do Metrô.




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