SEGUNDA SEM CARNE

Deputados aprovam ’segunda sem carne’ em órgãos estaduais de SP

Projeto de Lei número 87/2016, do deputado Feliciano Filho (PSC) , institui a "Segunda Sem Carne" em restaurantes, lanchonetes, bares, escolas, refeitórios e estabelecimentos similares que exerçam suas atividades nos órgãos públicos do estado.

quinta-feira 28 de dezembro de 2017| Edição do dia

Não é de intenção alguma ofender os adeptos de qualquer tipo de dietas, cardápios e opções de vida, e respeitamos quem decide por "cortar" a carne de seu cardápio. Mas para algumas pessoas adeptas de hábitos alimentares diferenciados das outras pessoas, como o deputado Feliciano Filho, do PSC, é legítimo desrespeitar a vontade das pessoas e o direito de escolher seus alimentos. Isso é só mais um exemplo do que o capitalismo é capaz de fazer sem escrúpulos, nos dividir cada vez mais e fazer com que o trabalhador esteja contra os outros trabalhadores, se "esquecendo" de que não é a partir de emendas a lei que os hábitos alimentáres da população irão mudar, mas a partir de oportunidade para consumir muitos tipos de alimento que não estão na mesa do trabalhador devido ao alto custo.

Agora os deputados paulistas, que se "preocupam" e "muito" com nosso bem-estar, nossas condições de vida, aprovaram um projeto que, caso seja sancionado pelo governador Geraldo Alckmin e entre em vigor, proíbe o consumo de carne às segundas-feiras em estabelecimentos públicos que ofereçam refeições, como o Bom Prato, aos *funcionários do Estado, (*leia-se funcionários de segundo e terceiros escalões) e claro em escolas públicas, onde aos alunos só são oferecidos "pedacinhos" de carne, e quando são, misturados e em pouquíssimas quantidades nos pratos de arroz e feijão, geralmente aguados e em ensopados que as merendeiras com poucos recursos oferecidos e cheias de criatividades fazem e oferecem aos pequenos.

Esse é o Projeto de Lei número 87/2016, que institui a "Segunda Sem Carne" em restaurantes, lanchonetes, bares, escolas, refeitórios e estabelecimentos similares que exerçam suas atividades nos órgãos públicos do estado, do deputado Feliciano Filho (PSC) que se diz "protetor" dos animais e justifica o tal projeto, como "uma forma das pessoas pensarem no sofrimento e aflição que os animais sentem nos abatedouros e para lembrar que estes seres tem o direito à vida, livre de sofrimentos.

Só que o deputado esquece de problematizar a indústria deste setor, como a JBS, inclusive envolvida em escândalos de corrupção e pagamentos de propinas, que, entre outras empresas desse segmento, fazem com que seus funcionários trabalhem em condições precárias, insalubres e os acidentes são constantes, cargas horária elevadas e os salários arrochados. E não poupam maus tratos aos animais. E quanto a isso nenhum projeto de lei tem sido levado a frente com caráter de urgência como o da "Segunda Sem Carne".

Esqueceu-se também, que a alimentação nas escolas é de baixa qualidade nutricional, assim como nos Bom-Pratos espalhados pelo Estado de São Paulo e que ao invés de restringir e proibir carne e seus derivados, deveriam sim é distribuir alimentação de qualidade real para os filhos dos trabalhadores, a população de baixa renda, e em situação de rua e não cometer esta barbárie, como queria Dória com sua farinata, composta de restos que essas industrias deveriam pagar pelo descarte e não distribuírem para os mais necessitados e esquecidos pelos governos como o conjunto dos capitalistas queriam impor, mas felizmente sem sucesso.




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