Política

CORRUPÇÃO

Deputado ex-aliado de Witzel é denunciado pelo MP por esquema de rachadinha

segunda-feira 6 de julho| Edição do dia

O ex-aliado de Witzel e deputado estadual do Rio de Janeiro, Márcio Pacheco (PSC), que vinha sendo investigado desde o fim de 2018 acerca de movimentações atípicas identificadas pelo Coaf em contas de funcionários e ex-funcionários, é denunciado pelo MPRJ, nesta quarta-feira (01) por esquema de rachadinha, a mesma investigação que envolve Flávio Bolsonaro.

O atual vice-governador Cláudio Castro (PSC) ocupou a chefia dos seus gabinetes por 12 anos, antes de ser eleito vereador, em 2016. Em mais de 20 gabinetes da Alerj, um dos alvos apontados nessas movimentações financeiras foi o gabinete do ex-deputado, hoje senador, Flávio Bolsonaro, e o ex-assessor Fabrício Queiroz como suspeito de ser o operador do esquema da "rachadinha" no seu gabinete.

Pacheco vai responder pelo crime de peculato que é a apropriação de recursos públicos e a investigação aponta que vários parlamentares teriam se apropriado de dinheiro público ao obrigar servidores da Alerj a lhes transferir parte de seus vencimentos. Apesar da ruptura com Witzel, Pacheco segue com laços no Palácio Guanabara.

Principalmente nesse cenário caótico de pandemia, não podemos seguir aceitando casos escandalosos como esses, como a “rachadinha” de Flávio Bolsonaro e Queiroz. Essa prática mais do que comum nos gabinetes de políticos burgueses é parte do que prende o dinheiro público nas mãos dos privilégios dessa casta. Bolsonaro e seu clã, que foram eleitos com forte discurso anticorrupção, de nada estão distantes dos esquemas e negociatas, enquanto fazem avançar medidas que atacam os trabalhadores, em nome dos interesses dos capitalistas, e do ajuste fiscal, necessário para seguir aumentando o pagamento da ilegítima e fraudulenta Dívida Pública.

A operação contra Márcio Pacheco teria sido encomendada por Witzel, para disciplinar os membros do seu próprio partido que votaram pela abertura do processo do impeachment? Se fosse, seria um aviso especial para seu próprio vice, que foi assessor do deputado durante todo este período. Ou estaria o MPRJ afiliado mais a um interesse de BBolsonarode implodir diretamente seu antigo partido, o PSC, e junto com ele Witzel, Pastor Everaldo e cia?

A única coisa que podemos ter certeza nesta história toda é que os casos de rachadinha, de contratos ilícitos, de propinas, típicas do noticiário político carioca, somente vêm à tona quando alguma fração do regime político tem interesse. Se após a CPI das milícias, o Alerj segue sendo fortemente influenciada por frações da milícia, não devem ser os trabalhadores aqueles que devem ter confiança na Lava Jato e em outros mecanismos que prometeram "limpar" a corrupção, mas que na prática apenas atuaram em favor de corruptos A contra corruptos B, C e D.

Sem nenhuma confiança no autoritário STF, nem no Congresso nem governadores, fortalecemos a bandeira de “Fora Bolsonaro e Mourão”!




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