Mundo Operário

JUSTIÇA DO TRABALHO

Deputado do Paraná, está determinado a acabar com a justiça do trabalho

O deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), está colhendo assinaturas, para avançar em projeto que prevê a extinção da justiça do trabalho, MPT, e todo e qualquer mecanismo institucional que atue exclusivamente na área trabalhista, e que é considerado um entrave para o avanço das políticas neoliberais do governo Bolsonaro. Bolsonaro, que nunca negou seu entusiasmo em agraciar o empresariado nacional e internacional encontra nos vulgares corredores do congresso, apoiadores dispostos a levar mais esse brutal ataque aos trabalhadores, em frente.

quinta-feira 10 de outubro| Edição do dia

A reforma trabalhista, herança de Temer, aplaudida por Bolsonaro, teve um salto de qualidade na brutalidade da famigerada MP da liberdade econômica, que permite ainda mais exploração dos trabalhadores, inclusive, tirando garantias mínimas de segurança no trabalho, na medida em que avançou também contra as NRs. O Brasil é um dos paises onde mais se morre em acidentes de trabalho. Milhares de operários morrem todos os anos, por total falta de condições de segurança e amparo do empregador.

A justiça do trabalho, é, embora sob a lógica do regime democrático burguês, e ocupada muitas vezes por juízes e desembargadores afeitos das políticas neoliberais do governo, um espaço que o trabalhador ainda possui para questionar os desmandos patronais . É notório que raramente os grandes empresários são penalizados pela maneira com que tratam os trabalhadores, e é sabido que milhares de pessoas aguardam por decisões favoráveis da justiça do trabalho e do MPT sem qualquer previsão do resultado, mas renunciar a esse espaço de disputa, seria permitir um retrocesso sem precedentes nas relações de trabalho, desde a criação desses órgãos. Bom deixar claro, que esse é o discurso e o norte da política de Bolsonaro desde antes mesmo de assumir e que se eleva, a medida que se apresenta cada vez mais como capacho do imperialismo.

Enquanto avançam aqui com projetos neoliberais, oferecendo os trabalhadores a troco de banana aos grandes capitalistas, reduzindo direitos, e tornando mais acessível aos burgueses nos explorar, incentivando a informalidade, a extinção dos sindicatos, o fim da estabilidade no serviço público, "uberização" da classe operária, cada vez mais sendo seduzida em blocos a crer numa saída milagrosa pela via do rentismo e do empreendedorismo fictício, já que não se sustenta na realidade, em outros países, a classe trabalhadora já toma a luta contra o capitalismo como algo real, imediato.

Sigamos o exemplo que vem da Argentina, onde os trabalhadores se enfrentaram contra Macri e sua reforma da previdência, e onde seguem organizando e expandindo, o que terá reflexo decisivo nas próximas eleições onde a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores - Unidade (FIT-U) representa uma alternativa de independência de classe que se enfrenta contra os capitalistas, seja pelos trabalhadores e indígenas do Equador, que se enfrentam com a polícia de Lenin Moreno, pra derrotar o pacote de ataques, sugeridos pelo FMI, que defende o endividamento do país, injetando alguns bilhões como forma de empréstimo.

Está colocado no horizonte próximo da classe trabalhadora do Brasil, essa importante batalha, não é uma opção não lutar. Façamos como os argentinos, os equatorianos, organizemos e avancemos com todo ódio de classes, para cima de Bolsonaro e seus asseclas que se alinham em mais uma tentativa de aniquilar nossos direitos.




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